RESPOSTA PRODUTIVA DO ARROZ IRRIGADO NA RIZIPISCICULTURA
Abstract
O arroz (Oryza sativa L.) é base alimentar global e tem alta relevância econômica no Brasil,
com produtividades elevadas em sistemas irrigados. Diante da pressão por sustentabilidade e
eficiência no uso de nutrientes, a rizipiscicultura surge como alternativa para integrar produção
vegetal e aquícola, potencializando a ciclagem de N e P e reduzindo a dependência de adubos
minerais. O presente trabalho tem como objetivo verificar, com base na literatura científica, a
eficiência do uso de adubação na produção de arroz em sistemas de rizipiscicultura. Foi
realizada uma revisão bibliográfica qualitativa e exploratória em Periódicos Capes, SciELO,
Google Scholar e BDPA/Embrapa, abrangendo 2010 a 2025, para avaliar a eficiência do
manejo de adubação na produtividade do arroz em sistemas arroz-peixe, com ênfase no modelo
alternado. A literatura indica que apenas 25 a 30% do N e P fornecidos via ração é incorporado
pelos peixes, permanecendo o excedente em água e sedimentos com efeito fertilizante.
Substituições parciais do N mineral por fontes orgânicas e biológicas, como efluentes e
bacterias, permitem reduzir até 30% do N sem queda de rendimento quando há manejo
adequado. A produtividade do arroz em integração se mantém comparável ao monocultivo,
com médias próximas de 4,4 t ha⁻¹ e registros acima de 9 t ha⁻¹ no Sul do Brasil, além do ganho
de biomassa de peixe. A qualidade do grão tende a ser preservada, exigindo correções de P, K
e micronutrientes como Zn. Conclui-se que a rizipiscicultura é tecnicamente viável e
ambientalmente vantajosa, desde que se equilibrem fontes mineral e orgânica, se adotem
parcelamento de N e densidades adequadas de peixes e se mantenha monitoramento
nutricional.