LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA: VISÃO GERAL DA ENFERMIDADE
Abstract
A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma doença grave causada pelo protozoário
Leishmania infantum chagasi. No Brasil, mais de 3.500 pessoas são infectadas anualmente e os
cães, como reservatórios, desempenham um papel importante no ciclo de manutenção da
doença. Transmitida pelo flebotomíneo, popularmente conhecido como "mosquito-palha", essa
doença pode afetar, principalmente, os cães, mas também pode atingir seres humanos. A LVC
atinge os órgãos internos, podendo ser fatal se não for tratada. Mesmo apresentando grande
distribuição mundial, ainda é negligenciada, o que leva a altos índices de mortalidade. No
Brasil, a LVC, que inicialmente era restrita às áreas rurais, se espalhou para as áreas urbanas
devido à migração e condições socioeconômicas desfavoráveis. O controle da doença é difícil,
devido à escassez de métodos eficazes de combate ao vetor. Os principais sinais cínicos
incluem: febre, perda de apetite, descamação e fraqueza, podendo levar à eutanásia de animais
em casos graves. Para prevenir a disseminação, adotam-se métodos como a vacinação, uso de
coleiras repelentes e cuidados no manejo dos animais, apesar de não obter cura parasitológica.
O tratamento visa aumentar a imunidade dos cães e evitar a disseminação da doença para os
seres humanos. O conhecimento dessa enfermidade é o primeiro passo para sua prevenção.