Carcinoma de Células Escamosas em Gatos: Revisão Bibliográfica
Date
2025-06Author
Ribeiro da Silva, Gabriela
Elias Abrão, Vanessa
Leonel da Silva, Alexandre
Ribeiro, Matheus Felipe Fernandes
Vieira, Rebeca Araújo
Lima, Mariana Sampaio
Metadata
Show full item recordAbstract
O carcinoma de células escamosas (CCE) é um dos tipos mais comuns de
neoplasia maligna em gatos, frequentemente associado à exposição ao sol,
especialmente em raças de pelagens claras e em áreas desprotegidas, como
pavilhão auricular e nariz. Essa condição se caracteriza pela proliferação
descontrolada de células escamosas, resultando em lesões ulcerativas e de
difícil cicatrização. A principal etiologia do CCE em gatos está
relacionada à exposição solar, com um risco aumentado em gatos idosos e
em regiões geográficas com alta intensidade solar. Outros fatores, como
infecções virais (como o Vírus da Imunodeficiência Felina - FIV) e
condições imunossupressoras, também podem contribuir para o
desenvolvimento da doença. Os sinais clínicos variam conforme a
localização da lesão, mas geralmente incluem lesões cutâneas
eritematosas, ulceradas e com crostas. Em casos avançados, pode haver
metástases, afetando linfonodos e órgãos internos. O diagnóstico é
realizado por meio de exame clínico e confirmação histopatológica através
de biópsia. Exames complementares, como radiografias e
ultrassonografia, podem ser utilizados para avaliar a extensão da doença.
O tratamento do CCE em gatos pode incluir cirurgia para remoção das
lesões, terapia fotodinâmica e, em casos mais avançados, quimioterapia. A
prevenção é fundamental, incluindo a limitação da exposição solar e o uso
de protetores solares específicos para animais. O CCE em gatos é uma
condição séria que requer diagnóstico e tratamento precoces para um
melhor prognóstico. A conscientização sobre a prevenção e os fatores de
risco é crucial para a saúde dermatológica dos felinos, especialmente em
áreas propensas à exposição solar.