| dc.description.abstract | Introdução: A capacidade funcional e o risco de quedas em pessoas idosas são
fortemente impactados pelas doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs),
como diabetes mellitus (DM), doenças cardiovasculares (DCV) e hipertensão
arterial sistêmica (HAS). Essas condições comprometem a mobilidade, a
segurança e a qualidade de vida de pessoas idosas. Objetivo: Avaliar e
comparar a capacidade funcional e o risco de quedas em pessoas idosas com
diferentes perfis clínicos de DCNTs, a partir de instrumentos funcionais e
autorreferidos. Métodos: Estudo transversal com 110 pessoas idosas atendidas
em um Centro de Referência em Goiás, entre fevereiro e maio de 2024. Foram
aplicados o Teste de Caminhada de Seis Minutos (TC6M), o Timed Up and Go
Test (TUGT), o Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) e a Falls
Efficacy Scale – International (FES-I). Os participantes foram organizados em
quatro grupos clínicos: Grupo 1 (DM, com ou sem HAS), Grupo 2 (DCV, com ou
sem HAS), Grupo 3 (DM + DCV, com ou sem HAS) e Grupo 4 (HAS, sem DM e
DCV). As análises estatísticas incluíram os testes de Kruskal-Wallis, pós-teste
de Dunn, correlação de Spearman e regressão linear múltipla (p < 0,05).
Resultados: No Artigo 1, idosos com DM apresentaram desempenho
significativamente inferior no TC6M em relação aos não diabéticos (p = 0,018).
O Artigo 2 demonstrou maior prejuízo funcional nos grupos com DM,
especialmente no grupo com DM isolado (Dper – Dpred = –203,74 m), frente ao
grupo com DCV isolada (–158,68 m), com efeito moderado (p = 0,018; d = 0,46).
No Artigo 3, o grupo com DM isolado obteve pior desempenho no TUGT (14,11
s), em comparação ao grupo com DCV isolada (10,25 s; p = 0,025). Observouse correlação negativa entre atividade física moderada e tempo no TUGT (r = –
0,27; p = 0,004), e tendência positiva entre FES-I e TUGT (r = 0,16; p = 0,088),
indicando que maior engajamento em atividades físicas esteve associado a
melhor mobilidade, enquanto a preocupação com quedas esteve relacionada a
pior desempenho funcional. Conclusão: Pessoas idosas com DM apresentaram
maior comprometimento funcional e risco de quedas, além de elevada
preocupação com quedas, refletindo impactos físicos e psicossociais. Os
achados destacam a necessidade de estratégias preventivas integradas, que
promovam funcionalidade, segurança e qualidade de vida em idosos com
DCNTs. | pt_BR |