MOBILIDADE ATIVA, NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA E COMPOSIÇÃO CORPORAL EM ESCOLARES: UM ESTUDO OBSERVACIONAL EM ANÁPOLIS
Abstract
RESUMO: Este estudo explora a mobilidade ativa, atividade física e composição corporal de
escolares no contexto urbano brasileiro, destacando seus padrões e impactos. A mobilidade
ativa, que inclui deslocamentos não motorizados como caminhar e pedalar, promove
benefícios à saúde física e mental, além de contribuir para a sustentabilidade ambiental e
social. O objetivo principal foi investigar como os níveis de atividade física, a composição
corporal e a mobilidade ativa se relacionam em escolares, considerando a influência do modal
de transporte e da distância percorrida entre casa e escola na promoção da saúde e no
desenvolvimento de hábitos saudáveis. Especificamente, buscou-se: I) investigar a relação
entre idade, sexo e uso de modais ativos; II) analisar a associação entre tipos de modais e
níveis de atividade física; e III) examinar os indicadores de saúde (composição corporal) em
função do uso de modais ativos. O estudo observacional analítico incluiu escolares de 8 a 15
anos, matriculados do 3º ao 5º ano do ensino fundamental I em Anápolis, Goiás. Os
participantes foram divididos em Grupo Modais Ativos (GMA) e Grupo Modais Não Ativos
(GMnA). A mobilidade ativa foi mensurada via aplicativo Waze, e os níveis de atividade
física com o PAQ-C. A composição corporal foi avaliada por bioimpedância e antropometria.
Os resultados indicaram que na amostra estudada não foi identificada nenhuma relação entre a
mobilidade ativa, nível de atividade física e a composição corporal. Sugerem estudos que
considerem variáveis qualitativas, como o tipo de modal e desafios à mobilidade ativa, ainda
que analisem fatores comportamentais, ambientais e sociodemográficos, são essenciais para
ampliar a compreensão sobre mobilidade ativa e saúde no intuito de subsidiar políticas
públicas e intervenções que promovam mobilidade ativa e sustentável, contribuindo para a
saúde e o bem-estar dos escolares.