| dc.description.abstract | A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é responsável pelo atendimento de pacientes com
condições clínicas graves e instabilidade vital, que necessitam de monitoramento contínuo e
suporte multissistêmico. Esses pacientes são classificados de acordo com suas condições
clínicas e níveis de complexidade, visando um manejo mais especializado e a otimização da
conduta da equipe multidisciplinar. Nesse sentido, existem diversos fatores influenciam o
funcionamento da UTI e impactam diretamente a evolução dos pacientes. Portanto, entender o
perfil clínico-epidemiológico dos internados é crucial para otimizar a assistência e aprimorar a
qualidade do atendimento prestado e garanti uma melhor evolução ao paciente. OBJETIVO: O
presente estudo possui como objetivo identificar o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes
internados na UTI de um hospital particular de médio porte. Para esta finalidade, foram
analisadas variáveis como idade, sexo, diagnóstico principal, procedência, uso de antibióticos
e desfecho clínico dos pacientes em leitos de internação no período estabelecido.
METODOLOGIA: trata-se de uma pesquisa de caráter transversal analítico, com amostragem
por conveniência. Os materiais foram coletados diretamente dos prontuários fornecidos pelo
hospital, abrangendo todos os pacientes internados nos 20 leitos de UTI no primeiro semestre
de 2024, que atenderam aos critérios de inclusão e exclusão. Os dados levantados foram tratados
por meio do teste qui-quadrado, por meio do software IBM-SPSS Statistics 22.0 para avaliar a
associação estatística entre as variáveis analisadas, sendo que o nível de significância foi
estabelecido em p<0,05, com intervalo de confiança em 95%. A pesquisa foi aprovada pelo
Comitê de Ética em Pesquisa da Plataforma Brasil (ofício 6.939.539). RESULTADOS: foram
analisados 158 prontuários, dos quais 153 foram incluídos no estudo. A maioria dos pacientes
era do sexo masculino, com idades entre 61 e 80 anos. O diagnóstico mais comum foi sepse, e
o pronto-socorro foi a principal porta de entrada. Aproximadamente 75% dos pacientes fizeram
uso de antibióticos durante a internação. O desfecho mais frequente foi o óbito, o que evidencia
a gravidade dos casos atendidos na UTI. CONCLUSÃO: existe uma relação direta entre a idade,
sexo, comorbidades dias de internação e uso de antibióticos no prognóstico e evolução do
quadro dentro da unidade de cuidados. Assim, os resultados destacam a importância de
estratégias para otimizar o atendimento na UTI, reduzir complicações e melhorar a assistência
aos pacientes críticos. | pt_BR |