Avaliar o impacto da pandemia da COVID-19 nas internações de pacientes portadores de transtorno afetivo bipolar no Estado de Goiás.
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Date
2025-06-11Author
Barros, Lucas Elias de Lima
Costa, João Vitor Queiroz
Queiroz, João Vitor
Lima, Gustavo Sampaio Oliveira
Borges, Bárbara da Costa Santana
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O Transtorno Bipolar (TB) é um transtorno de humor caracterizado por episódios de mania,
hipomania e depressão, com impacto significativo no desempenho pessoal e profissional. É uma
condição crônica associada a altas taxas de morbimortalidade, além de riscos de doenças
cardiovasculares e suicídio. A pandemia de COVID-19 agravou sintomas como estresse,
depressão e ansiedade em pacientes com TB, intensificados pelo isolamento social e
preocupações financeiras. Este estudo tem como objetivo avaliar o impacto da pandemia nas
internações de pacientes com transtorno afetivo bipolar em Goiás, entre 2018 e 2023, focando
nos períodos pré, durante e pós-pandemia. Trata-se de uma pesquisa ecológica, retrospectiva e
descritiva, utilizando dados secundários do DATASUS/TABNET, com informações sobre
internações, perfil sociodemográfico (idade, raça, sexo) e óbitos relacionados ao TAB. Não foi
necessária aprovação ética, pois foram utilizados dados públicos. Entre 2018 e 2025, Goiás
registrou 20.485 internações por Transtornos Afetivos de Humor, com predominância de
mulheres e adultos entre 20 e 59 anos. Observou-se também um aumento nas internações de
pessoas brancas e pretas. A macrorregião Centro-Norte apresentou o maior número de
internações (39.9%) e óbitos (39.1%), sendo a maioria dos atendimentos de urgência. Os óbitos
ocorreram principalmente entre mulheres e pessoas com mais de 60 anos, com aumento de
solteiros e divorciados ao longo dos períodos. O estudo evidencia que o transtorno bipolar é um
desafio significativo para a saúde pública em Goiás, com altas taxas de internação e
mortalidade. A falta de atendimento preventivo e as desigualdades no acesso aos serviços de
saúde mental destacam a necessidade de políticas públicas mais equitativas. A pandemia
exacerbou essas questões, evidenciando falhas no sistema de saúde e a urgência de pesquisas
futuras para aprimorar o atendimento e direcionar políticas públicas mais inclusivas numa
tentativa de recuperar a saúde dos indivíduos acometidos pela pandemia.