| dc.description.abstract | A esquizofrenia é uma síndrome crônica, com causas multifatoriais, que afeta cognição, comportamento
e emoções. Pessoas com essa condição têm maior propensão ao uso de substâncias químicas, a nicotina
é uma das principais substâncias usadas, de modo que o tabagismo é uma condição prevalente nessa
população. Uma alternativa terapêutica em estudo para tratar o transtorno por uso de nicotina nesses
pacientes é a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT), técnica não invasiva que induz correntes
elétricas em áreas específicas do cérebro, que pode ser usada como alternativa ao uso de medicamentos
ou em casos refratários ao uso das medicações indicadas. O presente estudo é uma revisão sistemática
que busca verificar a eficácia da EMT no tratamento do transtorno por uso de nicotina em pacientes
esquizofrênicos. A revisão incluiu ensaios clínicos randomizados, disponíveis em inglês, das bases de
dados PubMed, MEDLINE, ELSEVIER, SCOPUS e MedRxiv, selecionados independentemente por
dois revisores, com análise de qualidade e viés pela escala de Jadad e RoB2. Foram incluídos, ao todo,
cinco ensaios clínicos, que aplicaram sessões de EMT de alta frequência (10-20 Hz) no córtex pré
frontal dorsolateral de amostras pequenas (20-91 pacientes). Os resultados foram variados, enquanto
alguns estudos observaram redução no número de cigarros consumidos, outros não mostraram efeitos
significativos. Outras variantes foram avaliadas nos estudos, como a latência (que representa o intervalo
entre o início e o final de um estímulo) o que possibilitou uma visão mais ampla sobre a terapia. A
duração da terapia apresentou-se como outra importante variável para os efeitos satisfatórios, visto que
terapias curtas não atingiram resultados positivos, enquanto terapias mais longas apresentaram efeitos
importantes na latência. A revisão dos estudos concluiu que há uma significância clínica positiva para o
uso de EMT para pacientes dependentes de nicotina, com diminuição da compulsão por nicotina com
significância clínica. Porém, mesmo com esses achados, ainda se faz necessários estudos com
abordagens diferentes e amostras maiores, bem como a verificação da aplicação para outros transtornos
associados aos esquizofrênicos. | pt_BR |