Sofrimento mental e comportamento alimentar: uma análise entre acadêmicos de medicina
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Date
2025-06-11Author
Pereira, Edson Junio
Giovanuci, Matheus Vieira
Silva, Geovana Maria Candido da
Denisarth, Lucas de Bastos
Martineli, Maria Luisa
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Este estudo abordou a prevalência de alterações no comportamento alimentar e sofrimento
mental entre estudantes de medicina do 1º ao 8º período. O objetivo do trabalho foi relacionar
o sofrimento mental com o comportamento alimentar entre os acadêmicos de medicina,
comparando o ciclo básico e o ciclo clínico, de uma Universidade particular do estado de Goiás.
Com o intuito de atingir esse objetivo, foi conduzida uma pesquisa de natureza analítica,
observacional, quantitativa e transversal, utilizando questionários destinados aos alunos
matriculados no 1º a 8º período do curso de medicina de uma Universidade particular do estado
de Goiás, sendo a população amostral da pesquisa de 264 pessoas de um total de 300
participantes. A obtenção de dados para a pesquisa foi através de dois formulários online –
Questionnaire on Eating and Weight Patterns – 5 (QEWP-5) e Self Report Questionnaire – 20
(SRQ-20). A pesquisa compara o ciclo básico e clínico da formação, reconhecendo os
estudantes de medicina como potencialmente vulneráveis a alterações no comportamento
alimentar devido às intensas demandas acadêmicas. O estudo analisou a prevalência de
transtornos alimentares e a deterioração da saúde mental entre estudantes de medicina,
identificando uma relação com o aumento das demandas acadêmicas. O estudo investigou o
perfil sociodemográfico, o sofrimento mental e os transtornos alimentares entre 264
acadêmicos de medicina, abrangendo estudantes do ciclo básico (1º ao 4º período) e do ciclo
clínico (5º ao 8º período). A maioria dos participantes era do sexo feminino (60,2%) e tinha
entre 18 e 24 anos (88,6%). A análise antropométrica revelou que os acadêmicos estavam, em
sua maioria, dentro do peso e altura esperados para a faixa etária. O índice de massa corporal
(IMC) médio indicou eutrofia, com valores de 22,4 para as mulheres e 24,1 para os homens. A
avaliação do sofrimento mental, por meio da escala SRQ-20, indicou que 44% dos estudantes
apresentavam sofrimento mental, com maior prevalência no ciclo clínico, mas não evidenciou
diferença estatisticamente significante. Quanto aos transtornos alimentares, a bulimia foi a
condição mais prevalente (06,4%), especialmente entre os acadêmicos do ciclo básico,
enquanto a compulsão alimentar foi mais frequente entre os estudantes do ciclo clínico, no
entanto não evidenciando diferença estatisticamente significante (0,758; 0,802). Relacionando
o sofrimento mental com o desenvolvimento de transtornos alimentares a associação
demonstrou significância estatística (p = 0,005), indicando uma possível correlação entre
sofrimento psíquico e alterações no comportamento alimentar nesta população. Os achados
sugerem a necessidade de ações preventivas, como suporte psicológico e programas de
conscientização sobre hábitos alimentares saudáveis, para mitigar o impacto do sofrimento
mental e dos transtornos alimentares no desempenho acadêmico e na saúde dos estudantes.