Saúde Mental e Redes Sociais: a Banalização dos Transtornos Psicológicos Através da Neuroidentidade nas Redes Sociais
Date
2025-06Author
Souza Sales, Cleciane
R. Silva, Gabrielly Marianny
do Couto Silva Antunes, Tatiane
Oliveira de Souza, Matheus
Alves da Cunha, Regina Célia
Metadata
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O presente estudo, construído a partir de uma revisão sistemática da literatura, investigou as relações entre o uso das redes sociais e os impactos sobre a saúde mental, com foco especial na formação de neuroidentidades e na banalização dos transtornos psicológicos no ambiente digital. Os dados analisados revelaram que, embora as plataformas digitais possam funcionar como espaços de apoio e partilha, também apresentam riscos associados à exposição constante a conteúdos idealizados, medicalizantes e superficialmente informativos. Fenômenos como a romantização de diagnósticos, a autoetiquetagem sem respaldo clínico e a estetização do sofrimento psíquico — especialmente evidentes no TikTok e no Instagram — indicam a urgência de intervenções que promovam um uso consciente, ético e informado das mídias sociais. A análise apontou, ainda, que a forma de uso, mais do que o tempo de exposição, é determinante para os efeitos sobre a saúde mental. Concluiu-se, portanto, que o contexto digital demanda maior responsabilidade social, educacional e profissional no tratamento das questões psicológicas veiculadas nas redes, a fim de contribuir para a construção de identidades mais autênticas e protegidas.