COMPAIXÃO: A OITAVA DIMENSÃO DA ABA NA INTERVENÇÃO DE CASOS DE TEA
Date
2024-12Author
dos Reis Protestato, Fernanda
Dourado Boaventura, Guilherme
Caixeta de Souza, Larissa
Carvalho Pontes, Mariana
Emídio Moreira, Tatiana Valeria
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Este artigo explora a proposta de inclusão da compaixão como a oitava dimensão da Análise do Comportamento Aplicada (ABA), ampliando o modelo tradicionalmente composto por sete dimensões. A ABA é amplamente utilizada no tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que apresentam características marcantes de dificuldade na comunicação e interação social. Apesar de sua vasta eficácia reconhecida, a abordagem tem recebido críticas, particularmente pela ênfase em métricas e resultados mensuráveis que, em alguns casos, podem não considerar suficientemente a individualidade e a subjetividade dos pacientes.
A introdução da compaixão como uma nova dimensão visa responder a essas críticas, propondo que fique explícito o compromisso com uma prática humanizada e ética e que priorize não apenas a eficácia técnica, mas também o bem-estar emocional e a dignidade dos pacientes. A dimensão de compaixão reforça uma prática que valoriza a autonomia dos pacientes e a perspectiva de suas famílias, promovendo intervenções que sejam simultaneamente eficazes e respeitosas com as particularidades e valores pessoais de cada indivíduo. Dessa forma, a inclusão da compaixão representa um movimento de integração da sensibilidade ética com a prática científica da ABA, propondo uma visão completa e abrangente do atendimento, que atenda tanto aos princípios de intervenção quanto ao cuidado ético e emocional.