| dc.description.abstract | O desperdício de medicamentos oncológicos representa um desafio significativo tanto para a
gestão de recursos financeiros quanto para a sustentabilidade dos sistemas de saúde. Este estudo
tem como objetivo quantificar o desperdício de medicamentos oncológicos e avaliar as perdas
econômicas associadas, entre 2020 e 2023, em uma clínica de Anápolis, Goiás. Foi realizado
um estudo transversal, documental e retrospectivo, com coleta de dados por meio do sistema de
gestão da clínica. Durante o período de 2020 a 2023, foram atendidos 350 pacientes e emitidas
3.532 prescrições, sendo que 58,95% delas, foram realizadas por médicos oncologistas e a
maioria dos atendimentos (85,19%) para pacientes com convênio do tipo plano de saúde. O
desperdício estimado de medicamentos somou 281,27 g, enquanto o desperdício real foi de
164,15 g. O custo total estimado do desperdício alcançou R$864.626,30, e o custo real foi de
R$596.079,35. Dos medicamentos analisados o bortezomibe foi o que apresentou o maior custo
real de desperdício (R$ 382.669,66). O desperdício foi significativamente maior (p<0,001) para
prescrições feitas por oncologistas (58,95%) do que não oncologistas (41,05%) e para pacientes
com convênio plano de saúde (85,19%) comparado ao particular (14,52%). Conclui-se que o
desperdício de medicamentos oncológicos gera alto impacto econômico, especialmente para
medicamentos de alto custo. Estratégias para reduzir o desperdício nas prescrições são
essenciais para otimizar recursos na prática clínica. | pt_BR |