Avaliação aguda e subaguda da glicemia plasmática com treinamento de força circuitado em indivíduos jovens
Abstract
Introdução: Alterações na glicemia plasmática podem gerar distúrbios metabólicos,
como a resistência insulínica, e até a diabetes mellitus. O treinamento de força e
exercícios aeróbicos são utlizadas como forma de prevenir ou tratar tais distúrbios,
porém, poucos estudos sobre o treinamento de força circuitado são vistos nesta
perspectiva. Objetivo: Avaliar o comportamento glicêmico em indivíduos jovens
saudáveis antes, durante e após sessão de treinamento de força circuitado, com
descanso ativo. Métodos: Trata-se de um estudo transversal realizado com jovens
saudáveis, com média e desvio padrão de peso de 70,00 ± 6,78 kg para o grupo
experimental (GE) e 79,11 ± 8,76 kg para o grupo controle (GC), de estatura com
1,73 ± 0,06 m para GE e 1,80 ± 0,07 m para GC, e IMC de 23,26 ± 2,51 kg/m2 para
GE e 24,41 ± 2,55 kg/m2 para GC. Após avaliação inicial e inserção no estudo, os
participantes foram submetidos a uma sessão de treino de força circuitado, com
descanso ativo, ou uma sessão controle sem exercícios. A glicemia capilar foi
medida antes, durante (entre as séries) e após a sessão (nos minutos 0, 15 e 30).
Resultados: Na análise da glicemia dos: GE e GC, nos seis momentos em que
foram realizadas as coletas da glicemia plasmática, foi observado que não foi
constatada redução significativa estatisticamente da glicemia em nenhum dos
momentos, porém, foi constatada redução da glicemia durante e após o treinamento,
com maior expressão para o GE, conforme deltas a seguir: T1: ∆-12,39, p>0,05; T2:
∆-11,46, p>0,05; e constatação de importância para o momento T3: ∆-9,93, com
p=0,05; T4: ∆-7,46, p>0,05; T5: ∆-2,59, p>0,05. Conclusão: Foi observado que a
glicemia no GE apresentou média geral de redução de ~8,7mg/dL, porém, somente
durante a sessão do treinamento de força circuitado, no momento T3, foi encontrado
redução significativa.
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Palavras-chave: Treinamento em circuitos; Distúrbios metabólicos; Glicemia
capilar; voluntários saudáveis.