Análise do equilíbrio postural, risco de queda e funcionalidade em idosos com e sem diabetes mellitus
Abstract
Introdução: O envelhecimento está associado ao aumento da prevalência de
doenças crônicas não transmissíveis (DCNT’s), dentre as quais está o diabetes
Mellitus (DM). O idoso com diabetes mellitus apresenta maior redução da massa
muscular com o avanço da idade, dentre isso, apresenta um maior risco de
quedas aumentando assim o medo de cair. Associado ao próprio processo de
envelhecimento, lesões e à polifarmácia, o diabetes mellitus, de forma isolada,
também é descrito como um importante fator no risco elevado do
comprometimento do equilíbrio e distúrbios da marcha. Objetivo: analisar o
equilíbrio postural, risco de quedas e funcionalidade em idosos ativos e inativos
com e sem diabetes mellitus. Métodos: O primeiro estudo transversal descritivo
e observacional envolveu idosos praticantes de hidroginástica e sedentários,
avaliados através do Mini Exame do Estado Mental (MEEM) para cognição, um
questionário semi-estruturado de inventário de quedas, e o Timed Up & Go Test
(TUGT) para risco de quedas. Utilizou-se o SPSS v25.0 para análises, aplicandose o teste t de Student ou o teste U de Mann-Whitney para dados paramétricos
e não paramétricos, respectivamente, e o qui-quadrado para dados categóricos,
com significância p < 0,05. Já o segundo estudo transversal analítico observou
idosos de 60 a 80 anos, com e sem Diabetes Mellitus, no qual avaliou equilíbrio,
risco de quedas, funcionalidade e saúde mental através de escalas e testes
específicos. A seleção excluiu idosos com limitações físicas ou cognitivas
severas. Dados coletados incluíram variáveis sociodemográficas, de saúde e
funcionais. Resultados: o primeiro estudo evidenciou que Idosos praticantes de
hidroginástica mostraram melhor mobilidade e menor risco de quedas, com
desempenho cognitivo superior, sem diferenças em peso ou depressão
comparados a sedentários, indicando benefícios da hidroginástica na saúde e
mobilidade. Já o segundo estudo identificou que idosos com Diabetes Mellitus
apresentam maior risco de quedas, desempenho inferior em testes de equilíbrio
e funcionalidade, e impactos negativos na cognição e mobilidade, enfatizando a
necessidade de abordagens integradas para seu manejo. Conclusão: Sugerese, o desenvolvimento de programas de exercícios físicos específicos e terapias
cognitivas, bem como a implementação de medidas de apoio psicossocial,
visando melhorar a qualidade de vida e a autonomia dessa população, bem como
a realização de mais estudos que avaliem a eficácia destas ações.