| dc.description.abstract | Introdução: Para entender melhor os comprometimentos em esforços
submáximos e máximos em indivíduos pós-infecção aguda por COVID-19 e verificar
se esses comprometimentos são semelhantes aos encontrados em pacientes cujo
padrão de mecânica pulmonar seja semelhante aos dos pacientes pós-infecção aguda
por COVID-19, analisamos as variáveis de esforços submáximos e máximos de
ambos. Objetivo: Identificar o padrão de mecânica pulmonar nos casos pós-infecção
aguda por COVID-19 e parear, pela mecânica pulmonar, com pacientes com doenças
pulmonares crônicas. Descrever o comportamento no teste de caminhada de seis
minutos (TC6M), e no teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) dos dois grupos e
comparar o desempenho de ambos. Métodos: Trata-se de um estudo observacional
transversal retrospectivo, que identificou, por meio da espirometria, o predomínio de
alteração da mecânica pulmonar de indivíduos pós COVID-19, buscando pareamento
com pacientes com doenças pulmonares crônicas que apresentassem o mesmo
comprometimento na espirometria. Foi realizada comparação de variáveis de
espirometria, TC6M e TCPE entre os grupos bem como correlação das variáveis
espirométricas com as do TC6M e do TCPE, cujo comportamento não apresentasse
diferenças entre os grupos. Resultados: Tendo sido identificado padrão
predominantemente restritivo, a amostra final foi composta por 20 pacientes, tendo
sido pareados 10 pacientes com diagnóstico de doença pulmonar restritiva (DPR). O
grupo pós – COVID-19 apresentou maiores valores das variáveis produto distância x
dessaturação e dessaturação induzida no TC6M, e no TCPE apresentou maior valor
de frequência cardíaca máxima, comparados ao grupo com DPR. Considerando o
comportamento homogêneo da amostra final total, foram encontradas correlações
significativas entre CVF e distância e velocidade do TC6M e correlação negativa da
CVF com V`Emáx. Conclusão: Os prejuízos na capacidade de realização de esforços
submáximo e máximo são predominantemente semelhantes, a partir do momento em
que se considera o mesmo padrão de alteração sobre a mecânica pulmonar. A6
oxigenação final no TC6M, sendo mais prejudicada nos pacientes com DPR, levou a
um pior desempenho em variáveis do TC6M que levam em consideração o nível final
de oxigenação. Devido a diferença de idade, a FCmáx atingida foi menor no grupo
DPR, sendo as outras variáveis analisadas homogêneas entre os grupos. Por fim, o
nível de restrição da amostra final influencia na distância percorrida e velocidade
desenvolvida no TC6M, bem como na ventilação minuto máxima no TCPE. | pt_BR |