PERSPECTIVA EPIDEMIOLÓGICA DE NEOPLASIAS NO BRASIL: UM ESTUDO DE COORTE PRÉ E PÓS PANDEMIA DE COVID-19, COM DESFECHO NA ELABORAÇÃO DE UMA CARTILHA EDUCATIVA SOBRE PACIENTES ONCOLÓIGICOS
Abstract
O presente estudo investigou a epidemiologia das neoplasias no Brasil, analisando as
tendências de incidência pré e pós-pandemia de COVID-19, com adicional ênfase na
segurança do paciente oncológico. Para isso, realizamos uma análise de coorte
retrospectiva utilizando dados populacionais extraídos do DATASUS, considerando o
período de 2018 a 2022. O estudo estabeleceu como objetivos principais a frequência
de neoplasias nas mesorregiões brasileiras, a distribuição de incidência por sexo e
faixa etária, a estratificação de diagnósticos por gênero e a hierarquização das
principais neoplasias por meio de percentis. Os resultados apontaram diferenças
significativas na incidência de neoplasias entre regiões, com maior concentração de
casos nas regiões Sudeste e Sul, enquanto o Norte e Centro-Oeste apresentaram
crescimento progressivo ao longo dos anos. Observamos ainda uma redução no
diagnóstico de neoplasias malignas durante a pandemia, associada a um aumento
proporcional de diagnósticos de neoplasias in situ, possivelmente indicando atrasos
no rastreamento oncológico. A estratificação por gênero revelou um aumento de casos
em mulheres, contrastando com uma queda nos diagnósticos masculinos em quase
todas as unidades federativas, apontando para disparidades no acesso à saúde e
rastreamento oncológico. Além do impacto epidemiológico, o estudo abordou a
segurança do paciente oncológico, avaliando práticas institucionais e propondo
diretrizes para minimizar riscos associados à identificação do paciente nos serviços
de saúde. Como produto técnico, desenvolvemos uma cartilha educativa voltada para
pacientes e profissionais de saúde, com o objetivo de promover a segurança e a
correta identificação dos pacientes oncológicos. A cartilha enfatiza práticas seguras,
protocolos de dupla checagem e o uso de identificadores padronizados, prevenindo
erros relacionados a administração de tratamentos, exames e procedimentos
hospitalares. O estudo reforça a necessidade de políticas públicas voltadas à
equidade no diagnóstico oncológico, bem como à implementação de estratégias
robustas de segurança do paciente, garantindo q