NSTITUCIONALIZAÇÃO DA AGENDA 2030 PELO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
Abstract
A problemática ambiental tem urgido constantemente nos debates acadêmicos, sobretudo pelos
efeitos desastrosos vivenciados atualmente pela população mundial. Efeitos esses decorrentes
de anos de descaso com meio ambiente, onde a população não se pautava em valores como a
sustentabilidade dos recursos naturais. Nos últimos anos foram desenvolvidas diversas
pesquisas e programas voltados para a proteção ambiental, haja vista a evidente escassez de
recursos naturais. O presente trabalho tem como objetivo expor como o Tribunal de Justiça do
Estado de Goiás - TJGO, tem implementado medidas concernentes a proteção ambiental a partir
da atuação do Núcleo de Responsabilidade Socioambiental - NURSA, núcleo responsável pelo
desenvolvimento de programas voltados para a proteção ambiental no âmbito do Tribunal de
Justiça do Estado de Goiás e das metas estabelecidas pela Agenda 2030. Para açcance desse
objetivo, faz-se uma análise documental e bibliográfica do assunto ora abordado, através da
análise da discussão global e da legislação vigente no Brasil no que concerne a problemática
ambiental, bem como análise de normas aderidas através da ratificação de tratados e protocolos
pela Estado brasileiro. Corroboram-se as informações trazidas no bojo da pesquisa com uma
série de dados apresentados por órgãos relevantes quanto aos estudos ambientais como o
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE, associados com dados do Conselho Nacional
de Justiça – CNJ, acerca da aplicabilidade dessas medidas no âmbito do Poder Judiciário
brasileiro. Ademais, descreve-se uma análise doutrinária com a utilização de autores relevantes,
como Talden Farias. Faz-se no seio da pesquisa um recorte espacial para que se possa
compreender como o Tribunal de Justiça do Estado de Goiás tem desenvolvido medidas através
do NURSA e implementado as metas da Agenda 2030 no cenário local, almejando o tão
aclamado desenvolvimento sustentável. Os resultados obtidos na pesquisa têm demonstrado um
avanço no Poder Judiciário goiano com a elaboração de projetos e programas com intuito de
implementar as metas da Agenda 2030, sobretudo na redução do uso de produtos que venham
a impactar de forma mais efetiva o meio ambiente. Exemplo dessa mudança é o descarte do uso
de copos descartáveis pelo Tribunal de Justiça goiano, e a reutilização da borra de café. Outra
mudança considerável é a utilização de energia fotovoltaica, reduzindo além dos impactos
ambientais, os custos operacionais dentro do referido Tribunal de Justiça.