| dc.description.abstract | A inclusão escolar de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um tema crucial no cam-
po da educação, desafiando educadores e políticas públicas a promoverem um ambiente mais equitati-
vo e acolhedor. O TEA é caracterizado por dificuldades na comunicação e interação social, além de
comportamentos repetitivos e interesses restritos, o que exige abordagens pedagógicas adaptadas para
atender às necessidades específicas dessas crianças. A inclusão de crianças autistas nas escolas não só
proporciona oportunidades de aprendizado acadêmico, mas também é fundamental para o desenvolvi-
mento cognitivo e socioemocional, permitindo que essas crianças construam habilidades essenciais
para a vida em sociedade. A ligação afetiva das crianças com o ambiente escolar, pode ser explorada
através do conceito de topofilia, introduzido por Yi-Fu Tuan (1980). A topofilia, ou o laço afetivo
entre pessoas e lugares, é vital para o bem-estar e a motivação das crianças autistas, influenciando
positivamente seu engajamento e desenvolvimento no contexto escolar. Uma lacuna importante em
pesquisas anteriores é a pouca atenção dada à ligação afetiva das crianças autistas com o espaço esco-
lar. Estudos focam frequentemente em práticas pedagógicas e políticas inclusivas, mas raramente ex-
ploram como o vínculo emocional com a escola pode impactar o desenvolvimento das crianças. Este
estudo foi realizado na cidade de Jaraguá-GO, envolvendo quatorze escolas incluindo rede municipal e
estadual. A coleta de dados ocorreu entre fevereiro e junho de 2024, abrangendo questionários discur-
sivos com professores, coordenadores pedagógicos e pais de crianças autistas, também foi feito grupos
focais com coordenadores, professores e funcionários do administrativo para explorar as práticas de
inclusão nas escolas. A análise de documentos, como avaliações, relatórios bimestrais e PEIs, também
foi utilizada para complementar os elementos obtidos. A análise dos dados foi feita de forma qualitati-
va, envolvendo transcrição, codificação e identificação de temas emergentes. A triangulação dos dados
garantiu a validade e a confiabilidade das descobertas. O objetivo geral é compreender como a escola
pode ser um espaço de pertencimento para crianças autistas, utilizando o conceito de topofilia. Os
objetivos específicos, buscaram investigar as práticas inclusivas adotadas pelas escolas, os desafios
enfrentados e as estratégias eficazes identificadas. A justificativa para esta pesquisa reside na necessi-
dade urgente de melhorar as práticas de inclusão escolar para crianças autistas. Compreender como os
fatores que contribuem para um ambiente escolar acolhedor e emocionalmente seguro podem estrutu-
rar políticas educacionais mais eficazes e práticas pedagógicas inovadoras. A relevância desta pesqui-
sa está no potencial de contribuição para a criação de escolas mais inclusivas, onde todas as crianças,
independentemente de suas necessidades, possam se sentir pertencentes e plenamente apoiadas em seu
desenvolvimento. | pt_BR |