ENTRE GRADES E VERDE: UMA ANÁLISE DO SISTEMA PRISIONAL GOIANO
Abstract
Esta pesquisa discute como o sistema prisional brasileiro, especialmente o goiano, lida com
questões ambientais e de sustentabilidade dentro das instituições penitenciárias, e traça um
histórico da evolução das prisões enquanto aborda a pena de prisão como forma de punição,
ao invés de ressocialização, destacando a falta de preocupação com o aspecto socioambiental.
A pesquisa questiona se o Estado é o único responsável pela recuperação dos detentos,
analisando a relação entre sustentabilidade e o sistema prisional, incluindo os desafios
ambientais e sociais que afetam tanto os detentos quanto os funcionários. O estudo destaca a
falência do sistema prisional brasileiro em integrar práticas sustentáveis, tanto no que se
refere à reintegração dos presos quanto à preservação ambiental, em meio a crises econômicas
e sociais enfrentadas pela administração pública. O sistema penitenciário goiano é
apresentado de forma integrada e histórica ao assunto. Em seguida, verifica o estudo de caso,
ao qual se propõe a investigar: se as práticas educativas, o acompanhamento pedagógico e os
planejamentos utilizados estão coerentes com um parecer de educação emancipadora que
promova a autonomia e inclusão de pessoas que estão à margem da sociedade. O objetivo
desta pesquisa foi apresentar os achados das pesquisas existentes sobre educação sustentável
prisional e as práticas sustentáveis no meio adotadas, tendo a Unidade Penitenciária de
Goianésia/GO (UPG) como centro do estudo de caso para a presente tese. A pesquisa é de
natureza qualitativa através de com um levantamento bibliográfico documental, utilizando
materiais escritos, como livros, artigos científicos, dissertações, teses, publicações periódicas,
relatórios, tabelas estatísticas e documentos oficiais. A investigação também é descritiva e
analítica, baseando-se em entrevistas, coleta de dados e observação para analisar a percepção
dos reeducandos sobre o uso da água na Unidade Prisional. Conclui-se que a pesquisa
evidencia a necessidade de integrar práticas sustentáveis ao sistema prisional como meio de
promover a ressocialização e a preservação ambiental, destaca-se ainda a importância da
educação como ferramenta essencial para a transformação social e profissional dos detentos,
por fim, reforça a responsabilidade compartilhada entre Estado e sociedade na reintegração
dos presos, visando um impacto positivo tanto no ambiente carcerário quanto na sociedade.
Por fim, a pesquisa apresenta a importância da educação e a preservação do ambiente
enquanto fator de transformação socioambiental e crescimento pessoal e profissional, tal
como demonstra que a influência do meio ambiente na educação e reabilitação de jovens e
adultos em condição de cárcere no nos campos social e ambiental.