PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO EDENTULISMO E REABILITAÇÕES ORAIS COM IMPLANTES DENTÁRIOS EM UMA SUBPOPULAÇÃO ADULTA BRASILEIRA
Abstract
Avaliaram-se os aspectos epidemiológicos do edentulismo e da reabilitação com
implantes dentários em uma população adulta do Brasil Central. Radiografias
panorâmicas foram analisadas e dados relacionados ao gênero, idade no momento
do exame, número de dentes ausentes, número e localização de implantes dentários
foram coletados. A análise estatística dos dados incluiu distribuição de frequência e
testes de associação. A significância estatística foi determinada pela utilização do
teste Qui-quadrado (p<0,05). A análise envolveu 672 pacientes do gênero feminino
(59,5%) e 457 do gênero masculino (40,5%), com idade entre 22 e 80 anos (média =
47,7 anos). 67,5% (n = 762) da amostra era parcialmente edêntula, 30,5% (n = 344)
era dentada e 2,0% (n = 23) era totalmente edêntula. 6202 dentes estavam ausentes.
Destes, 3.461 (55,8%) eram dentes superiores e 4.709 (76%) eram posteriores. O
dente mais frequentemente perdido foi o primeiro molar inferior direito (n = 549;
8,85%). Diferenças estatísticas entre o tipo de dente perdido e o gênero foram
registradas apenas para os dentes 17 (P = 0,030), 26 (P = 0,014) e 37 (P = 0,012),
todos em relação ao sexo masculino. 188 (16,7%) pacientes apresentavam
reabilitações com implantes dentários, totalizando 664 implantes instalados. 268
(40,4%) implantes estavam localizados na região posterior da mandíbula, enquanto
176 (26,5%) estavam localizados na região posterior da maxila. A população adulta
do Brasil Central apresenta elevada quantidade de ausências dentárias e reduzido
número de reabilitações envolvendo a instalação de implantes dentários.