AMAMENTAÇÃO PROLONGADA E O RISCO DE CÁRIE DENTÁRIA NA INFÂNCIA : UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE
Abstract
Existe uma preocupação com o aleitamento materno prolongado e sua associação
com maior risco de cárie dentária. Apesar da investigação em curso, existem
evidências contraditórias relativas à relação entre a amamentação prolongada e o
risco de cárie na dentição decídua em crianças até aos 71 meses de idade. O
objetivo deste estudo foi investigar as evidências atuais sobre a amamentação
prolongada e determinar se ela representa um risco de cárie dentária na infância.
Foi conduzida uma uma revisão sistemática e metanálise seguindo as
recomendações do PRISMA (2020) sendo, inicialmente, feita uma busca eletrônica
em seis bases de dados principais da área de saúde e, adicionalmente, a busca na
literatura cinzenta, sem restrições de linguagem ou data da publicação. A leitura dos
estudos foi conduzida em duas fases, de forma independente, em que três revisores
avaliaram os títulos e resumos e, posteriormente, leram os estudos completos para
a realização da inclusão dos estudos, foram incluídos estudos observacionais que
comparam o risco de cárie dentária em crianças até 71 meses de idade que tenham
sido submetidas a amamentação prolongada. A avaliação do risco de viés foi feita
através da ferramenta de avaliação crítica para estudos de coorte, por meio de três
revisores independentes. Além disso, os estudos foram sintetizados
qualitativamente e quantitativamente, com a descrição das principais características
do estudo e de sua amostra. Os resultados mostraram que o risco de carie precoce
na infância é 3 vezes maior em crianças amamentadas por mais de 24 meses com
leite materno. Com a realização desta revisão sistemática, foi possível observar
uma correlação significativa em relação aos períodos prolongados de amamentação
e uma elevação do risco de cárie dentária.