| dc.description.abstract | A pandemia da COVID-19, causada pela disseminação global do Sars-CoV-2, foi inicialmente
relatada em Wuhan, China, em 2019. Associada a distúrbios respiratórios, a doença tem alta
mortalidade, especialmente em Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Como acometimento
recente, existem limitações nos estudos devido à carência de informações nos prontuários e à
heterogeneidade clínica dos pacientes. Este trabalho busca identificar dados clínicos e
epidemiológicos de pacientes com COVID-19 no banco DataSUS entre 2020 e 2022. Trata-se
de um estudo epidemiológico e clínico retrospectivo e longitudinal, realizado pela plataforma
DATASUS, com dados de Goiás. A análise mostrou maior incidência de casos confirmados
em 2021 (374.048), predominância feminina (56%), entre 19 e 59 anos (85%) e raça parda
(61%). Os sintomas mais comuns foram tosse (21,25%), dor de garganta (14,51%), coriza
(12,36%) e febre (12,32%). Dentre as condições associadas, destacaram-se obesidade
(70,24%), puérperas (69,68%), doença renal crônica (68,36%) e imunossupressão (67,02%),
com mais de 80% evoluindo para cura. Conclui-se que as limitações do DataSUS, como
subnotificações e ausência de atualizações em tempo real, dificultam uma análise precisa,
reforçando a importância de dados confiáveis. Este estudo aponta a necessidade de políticas
públicas para prevenção e tratamento de grupos vulneráveis, sugerindo abordagens integradas
para vigilância e controle da COVID-19 e de futuras crises sanitárias. | pt_BR |