Avaliação da prevalência de germes multirresistentes na urocultura dos pacientes em um hospital no município de Anápolis, Goiás
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Date
2024-12-03Author
Siqueira, Gabriel Braga de
Souza, Laura Maria de Oliveira
Siqueira, Ludmila Braga de
Silva, Maryana Espíndola
Neto, Olimpio Martins
Dutra, Sâmela Carvalho Ramos
Metadata
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A infecção do trato urinário (ITU) caracteriza-se pela invasão bacteriana do sistema urinário,
principalmente por microrganismos como Escherichia coli. O diagnóstico envolve a realização
de urocultura e antibiograma para identificação da sensibilidade bacteriana a antibióticos.
Considerando as variações locais no perfil de resistência bacteriana, torna-se essencial analisar
a incidência regional de patógenos para orientar escolhas terapêuticas e minimizar tratamentos
empíricos menos eficazes. Este estudo objetivou avaliar a resistência a antibióticos no
tratamento de infecção urinária em pacientes atendidos no Hospital Evangélico Goiano (HEG)
no período de 2022-2023. Trata-se de um estudo descritivo, observacional, retrospectivo e
transversal, que utilizou dados clínicos e laboratoriais de 192 pacientes atendidos no HEG e
submetidos a urocultura. Foram incluídas na análise variáveis como sexo, idade, tempo de
internação e fatores de risco. Identificou-se uma predominância de germes multirresistentes em
pacientes do sexo feminino (76%) e em indivíduos com idade acima de 60 anos (66,7%). E.
coli foi o agente mais prevalente (64,6%), enquanto as classes de carbapenêmicos e
aminoglicosídeos registraram maiores taxas de resistência. Os resultados mostraram que o uso
de dispositivos invasivos e comorbidades são fatores de risco significativos para infecções por
microrganismos resistentes. Esses resultados evidenciam a necessidade de uma abordagem
baseada em protocolos específicos de tratamento, com antibióticos ajustados ao perfil de
resistência local, para orientar a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) do HEG
e reduzir a incidência de germes multirresistentes. Esses resultados ressaltam a importância de
considerar o perfil de resistência bacteriana local em protocolos de tratamento para ITU.