PERFIL DAS INTERNAÇÕES POR DOENÇAS POR NOTIFICAÇÃO COMPULSÓRIA EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA NEONATAL NOS ANOS DE 2016 E 2017
Abstract
INTRODUÇÃO: As internações em UTI Neonatal geram o perfil epidemiológico do
atendimento. Assim, a notificação tem sido uma ferramenta que impulsiona a comunicação da
ocorrência de determinada doença ou agravo à saúde, repassada aos órgãos responsáveis ou
até mesmo aos cidadãos, na finalidade em adotar medidas de intervenções (TEIXEIRA et al.,
1998). OBJETIVOS: Geral:Identificar as patologias de notificações compulsórias que
ocorreram na UTIN em 2016 e 2017.Específicos:Identificar os números de óbitos
relacionados ao peso e idade gestacional que ocorreram na UTIN. METODOLOGIA: Estudo
descritivo de caráter quantitativo. A pesquisa descritiva se expressa em números,
informações, dados e opiniões, sendo capaz de serem analisados. Tais resultados precisam e
devem ser divulgados (MARCONI; LAKATOS, 2008). RESULTADOS E DISCUSSÃO:
Dentre as doenças notificáveis, houve apenas casos de sífilis registrados com um total de 36
internações em UTIN, entre os anos de 2016 e 2017 todos hospitalizados pelo Sistema Único
de Saúde e casos de óbitos. Em 2016 houve um maior número de ocorrência na UTIN com 25
casos e, no ano de 2017, uma redução de diagnósticos com sífilis, apenas 11 casos. Quanto à
idade gestacional dos casos de sífilis, no ano de 2016, 03 neonatos nasceram com menos de
36 semanas (8,33%), e 16 neonatos entre 37 a 40 semanas (44,44%), apenas 01 neonato
ultrapassou as 41 semanas de gestação (2,87%), e neste mesmo ano, 04 dos nascimentos não
tiveram seus pesos registrados no caderno de admissão (11,11%). Em 2017, teve 05 casos
com idade gestacional antes de 37 semanas (13,88%) e, 06 nasceram entre as 38 e 40 semanas
gestacionais. Em relação a sua procedência, 33 vieram do Alojamento Conjunto (91,7%) e,
apenas 03 (8,3%) diretamente da sala de parto. Em relação aos casos de óbitos, entre 2016 e
2017 ocorreram 84 óbitos. No ano de 2016, foram 24 mortes do sexo masculino (28,6%), e 12
do sexo feminino (14,3%). No ano seguinte, em 2017, foram divulgados 26 óbitos para o sexo
masculino (31%), e 22 óbitos do sexo feminino (26,1%). CONCLUSÃO: O estudo mostrou
que nos anos de 2016 e 2017, apenas casos de sífilis e óbitos foram indicativos de notificação
compulsória na UTI neonatal. O tratamento da sífilis não depende apenas do tratamento
materno, mas também do companheiro da mesma, fato que pode justificar os casos
encontrados no estudo. Outro fator relaciona-se a utilização medicamentosa de penicilina,
primeira escolha para o tratamento e que esteve em falta tendo sido substituída por outras
escolhas medicamentosas. Já os óbitos foram por prematuridade extrema, baixo peso e sepse.
Este servirá para subsidiar planejamento e ações para diminuir os casos de sífilis e taxa de
óbito no município de Anápolis na UTI neonatal, bem como nas esferas Estadual e Federal do
Sistema Único de Saúde.