| dc.description.abstract | A Eutanásia no atual ordenamento jurídico brasileiro caracteriza crime de homicídio,
e o que pode acontecer no máximo, em tais casos, é o reconhecimento de uma
redução de pena devido à configuração do chamado “homicídio privilegiado” conforme
disposição do artigo 121, §1º do Código Penal. Por a eutanásia envolver o direito à
vida, acaba gerando muitos posicionamentos. Atualmente no Brasil a discussão sobre
a autonomia do paciente quanto à própria morte ainda é recente. Além disso, as
demandas jurídicas que envolvem o âmbito da bioética são extremamente
necessárias e importantes para o meio social, especialmente no que se relaciona à
vida humana. Por ser uma questão de difícil solução, a discussão desse tema é
extremamente polêmico. Acontece que os médicos, ao longo de suas carreiras,
poderão se deparar com acontecimentos que terão de optar entre os bens jurídicos
em conflito, como o direito a vida, liberdade, saúde e entre outros direitos essenciais
relacionados à vida no geral. Assim, o impasse existente é assistir ao sofrimento de
um indivíduo que está chegando ao término da vida tendo que decidir entre o direito
à vida ou à morte digna. Por essa questão pertencer aos âmbitos do direito, da ética
e da medicina, esta monografia analisa as implicações jurídicas desta prática, bem
como qual postura deve ser adotada. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, realizada
por meio de método dedutivo e de procedimento técnico bibliográfico e documental. A
reflexão começa com a sua evolução histórica, depois com o artigo 121 do Código
Penal e do Direito a Vida com o Artigo 5° da Constituição Federal, e, por conseguinte
se seria possível a legalização aqui no Brasil. Em seguida, na parte relacionada ao
impacto da eutanásia no âmbito do código de ética brasileiro, serão analisados em
seguidas os tipos de eutanásia, a ortotanásia, questões psicológicas e o envolvimento de
terceiros no procedimento e suas percepções. E por fim, será analisada a legislação
brasileira e os efeitos da eutanásia na sociedade, também da eutanásia na vida de
pacientes em estado terminal ou vegetativo, e casos raros em que pacientes
acordaram deste estado e finalmente a eutanásia quanto às jurisprudências. | pt_BR |