Análise comparativa da Quitosana 0,2% com diferentes protocolos de limpeza final na resistência de união à dentina e ao pino intrarradicular
Abstract
RESUMO
Objetivo: Comparar o efeito da Quitosana 0,2% com diferentes protocolos de
limpeza final na resistência de união à dentina e ao pino intrarradicular.
Material e Método: Noventa incisivos bovinos foram seccionados
transversalmente para obtenção de remanescentes radiculares de 18 mm de
comprimento. As raízes foram distribuídas em oito grupos de acordo com a
solução quelante (EDTA 17% e Quitosana 0,2%) e o método de ativação
(irrigação convencional [IC], EndoActivator [EA], XP-Endo Finisher [XPF] e
irrigação ultrassônica passiva [IUP]). Posterior a realização dos diferentes
métodos de limpeza, os pinos foram cimentados e as raízes foram seccionadas
para obtenção de dois discos de cada terço radicular. Os discos foram
submetidos ao ensaio mecânico micropush-out e os valores de resistência de
união (MPa) foram submetidos aos testes de Kruskal-Wallis, seguido do teste
de Dwass-Steel-Critchlow-Fligner (α = 5%). O padrão de falha foi avaliado por
meio de microscopia óptica em um aumento de 40x. Resultados: Na análise
por grupo não foram observadas diferenças entre os terços radiculares (p
>0,05). As comparações entre os protocolos de limpeza revelaram diferenças
no terço cervical entre os grupos G1 e G8 (p=0,038), G4 e G8 (p=0.003) e G6 e
G8 (p=0,049), Controle e G8 (0,019). A falha adesiva entre cimento e dentina
foi a mais frequente em todos os grupos. A falha adesiva entre o agente
cimentante e dentina radicular foi a mais prevalente (68,3%) seguida da falha
coesiva na dentina (28,7%). Conclusão: A Quitosana 0,2% + XPF
proporcionou maiores valores de resistência de união. O método de agitação
como protocolo de limpeza final influenciou na resistência de união de pinos de
fibra de vidro à dentina radicular