ANÁLISE DO PERFIL CEFALOMÉTRICO, COM ÊNFASE NA APNEIA OBSTRUTIVA DO SONO, ENTRE GÊNEROS
Abstract
RESUMO
O desenvolvimento craniofacial pode ser estudado pelos dados das dimensões das
estruturas do crânio e face obtidos através da cefalometria. Tal estudo é de extrema
importância para elencar fatores de risco no diagnóstico de patologias, tais como
apneia do sono e disfunções ortodônticas. O objetivo do trabalho é verificar se
existem diferenças específicas em padrões cefalométricos de pacientes brasileiros
residentes na cidade de São José dos Campos (SP), considerando o gênero, a
classe de perfil facial e a idade. Foram incluídos no estudo, 191 cefalometria de
pacientes encaminhados a um serviço privado de odontologia. Os cefalogramas
dos pacientes foram divididos em subgrupos de acordo com as classes funcionais
esqueléticas de Angle de acordo com o ângulo formado pelo ponto A, nasion (N) e
o ponto B (ANB) em classe I, II e III. Foram utilizadas seis medidas angulares e
nove medidas lineares para avaliar as radiografias cefalométricas laterais. O teste
de Shapiro-Wilk foi realizado para avaliar a distribuição normal dos dados e o teste
U de Mann-Whitney foi aplicado para comparar exames de pacientes dos gêneros
masculino e feminino em cada classe. O nível de significância estatística adotado
foi de p<0,05. A base anterior do crânio e a distância atlas maxila foi
significativamente maior em pacientes do sexo masculino na Classe I quando
comparados aos pacientes do sexo feminino (ambos p= 0,0000). A distância entre
hioide e terceira vértebra e a distância entre espinha nasal anterior e mentoniano
também seguiram o mesmo comportamento (ambas p=0,0000). O comprimento do
palato mole também apresentou diferença estatística significativa sendo (p=
0,0001). O resultado na Classe II foi semelhante tanto na base anterior do crânio
(p=0,0004), e a distância entre hioide e terceira vértebra e a distância entre espinha
nasal anterior e mentoniano apresentaram respectivamente um valor de p=0,0000
e p=0,0004.. Os pacientes, adultos esqueleticamente Classe I e II apresentaram
diferença estatística, considerando o gênero. De acordo com estes achados é
possível concluir que o padrão cefalométrico de pacientes do gênero masculino, em
sua maioria apresentou diferença estatística quando comparado com o gênero
feminino. Os pontos cefalométricos avaliados mais utilizados para rastreio da
apneia obstrutiva do sono em sua maioria apresentaram diferença estatística entre
gêneros.