ASSOCIAÇÃO DOS SINTOMAS DE DEPRESSÃO COM APTIDÃO FÍSICA RELACIONADA À SAÚDE, CARGA HORÁRIA DE TRABALHO E QUALIDADE DE VIDA DE MULHERES QUE TRABALHAM EM AMBIENTE UNIVERSITÁRIO
Abstract
A depressão é o transtorno mental que mais acomete as mulheres e pode causar
prejuízos na aptidão física relacionada à saúde (AFRS), na qualidade de vida
(QV) e no trabalho. O estudo objetivou associar sintomas de depressão com
AFRS, carga horária de trabalho (CHT) e QV de mulheres que trabalham em
ambiente universitário. Foram elaborados dois estudos: uma revisão integrativa
e um estudo analítico. O primeiro estudo utilizou a base de dados PubMed e
buscou os descritores (obesidade) AND (ansiedade) OR (depressão). Foram
identificados 11 artigos e selecionados oito, sendo a maioria transversais. A
amostra dos estudos variou de 35 a 222,029 participantes adultas. A obesidade
foi avaliada pelas medidas antropométricas (56,5%) e de composição corporal
(43,5%). O instrumento mais utilizado para avaliar os sintomas depressivos foi o
de Beck (50%). Constatou-se uma relação positiva entre a obesidade e os
escores de ansiedade e/ou depressão em mulheres. O segundo estudo avaliou
o índice de massa corporal-IMC, a circunferência da cintura (CC), a relação
cintura-quadril (RCQ); e o percentual de gordura corporal (%GC), a aptidão
cardiorrespiratória (ACR), a QV e os sintomas de depressão de 212 mulheres.
As mulheres com sintomas de depressão (CSD) apresentaram maior %GC (∆=
+4,70%, p=0,024), a maioria estava com ACR abaixo do previsto (89,80%,
p=0,011). Além disso, todos os domínios da QV foram preditores para os
sintomas de depressão. As trabalhadoras com menor P (50) para o domínio
saúde mental (35,70%) e as com CHT > 40 (28,81%) semanais tiveram mais
sintomas de depressão. Conclui-se que um quarto das mulheres tinham
sintomas de depressão e que os parâmetros de excesso de peso (IMC, CC, RCQ
e %GC) estavam elevados. Além disso, baixa ACR e o declínio de todos os
domínios da QV estavam associados a mulheres CSD.