| dc.description.abstract | Esta monografia teve como objetivo analisar o direito à desconexão para os
trabalhadores inseridos na modalidade de teletrabalho, bem como investigar se a
legislação vigente proporcionou proteção adequada a esses profissionais nesse
aspecto. Utilizando um método dedutivo e recorrendo a recursos bibliográficos e
documentais, a pesquisa buscou compreender os entendimentos doutrinários acerca
do teletrabalho e do direito à desconexão. Ao explorar os referenciais teóricos, foi
possível constatar que o teletrabalho, impulsionado pelos avanços tecnológicos,
trouxe novas formas de trabalho remoto, com a utilização de dispositivos eletrônicos
e comunicação virtual. No entanto, essa hiperconexão também levantou questões
relacionadas ao direito à desconexão, ou seja, a necessidade do trabalhador se
desligar das atividades laborais fora do horário de trabalho regular. A análise da
legislação vigente revelou que, embora não haja uma regulamentação específica
sobre o direito à desconexão no Brasil, existem instrumentos jurídicos que podem ser
aplicados para garantir o descanso e a preservação da vida pessoal e familiar dos
teletrabalhadores. Por exemplo, a limitação da jornada de trabalho prevista na
Constituição Federal de 1988, os intervalos de descanso estabelecidos na
Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o direito às férias remuneradas são
algumas das normas que podem contribuir para a proteção desse direito. No entanto,
é importante destacar que a jurisprudência tem desempenhado um papel fundamental
na consolidação do direito à desconexão. Decisões judiciais têm reconhecido a
violação desse direito quando os teletrabalhadores são constantemente demandados
a responder mensagens e e-mails fora do horário de trabalho, comprometendo seu
descanso, seu convívio social e familiar. | pt_BR |