| dc.description.abstract | A pandemia da coronavirus disease 2019 (COVID-19) mudou a realidade mundial e a vivência
dos indivíduos. Trata-se de uma doença sistêmica, com evoluções variadas, podendo levar ao
óbito. O delirium, por sua vez, é um estado de comprometimento cognitivo súbito, com
sintomas neurológicos e comportamentais, altamente prevalente em internados. O presente
estudo tem como objetivo analisar o perfil clínico e epidemiológico de pacientes em unidade
de terapia intensiva (UTI). A partir disso, objetivou-se verificar se há uma maior prevalência
de delirium e delirium subsindrômico entre os pacientes internados por COVID-19, quando
comparada aos internados por outras condições. Para isso, foi realizado um estudo transversal
de cunho analítico, baseado na análise de prontuários de pacientes internados em terapia
intensiva no Hospital Evangélico Goiano de Anápolis – Goiás no ano de 2021. Foram incluídos,
prontuários de pacientes de ambos os sexos e maiores de 18 anos, que foram internados em UTI
por mais de 24 horas. Foram excluídos prontuários incompletos ou inacessíveis, de pacientes
internados por menos de 24 horas e menores de 18 anos. Como resultado, este estudo elencou
que os pacientes internados por outras causas (45,59%) apresentaram menos delirium do que
os pacientes internados por COVID-19 (54,4%). Sobre as medicações, o uso de antipsicóticos
em pacientes internados por COVID-19 favorece o desenvolvimento de delirium (p = 0,026);
enquanto em pacientes internados por outras causas, essa relação se dá através do uso de
analgésicos não opioides e de antipsicóticos, apresentando valores de p = 0,029 e p = 0,002,
respectivamente. Observou-se, ainda, que pacientes internados por COVID-19 tiveram maior
propensão a necessitar de ventilação mecânica (80,3%) do que aqueles internados por outras
causas (62,5%). | pt_BR |