| dc.description.abstract | Declarada pandemia em 11 de março de 2020, a doença do coronavírus (COVID-19) trouxe
várias conturbações, ao nível mundial, desde modificações cotidianas e novos hábitos, até
isolamento social e grande quantidade de mortos e infectados pela doença. Assim, em razão
do grande remanejamento tanto de atividades diárias e de lazer quanto acadêmicas, devido
ao novo modelo de ensino à distância e algumas restrições aos alunos, a COVID-19 pode ter
afetado a qualidade de vida e bem-estar dos estudantes, ressaltando os estudantes de
medicina, evidenciando crescimento de problemas de saúde mental. O objetivo central do
trabalho é descrever a percepção dos estudantes de medicina da UniEVANGÉLICA sobre a
sua qualidade de vida na pandemia da COVID-19 e estabelecer um comparativo entre
infectados e não infectados. Este trabalho foi realizado por intermédio da análise de dados
obtidos em questionários aplicados aos discentes do primeiro ao oitavo período da
instituição em setembro de 2022. A coleta dos dados para a pesquisa aconteceu por meio da
aplicação de dois formulários impressos (epidemiológico e WHOQOL-bref)
presencialmente. Dessa forma, foram analisados 485 questionários que não demonstraram
diferenças significativas nos domínios que abarcam qualidade de vida, entre acadêmicos
infectados e não infectados. Destaca-se que na análise de dados epidemiológicos, observou-
se associação estatisticamente significativa (p<0,05) entre a pontuação nos domínios
psicológico e social com a religião, sendo que dentre os acadêmicos que se declararam de
religião de matriz africana evidenciou-se maior escore de qualidade de vida. | pt_BR |