Influência das redes sociais na saúde mental, autoestima e autoimagem de jovens universitários
Date
2023-06-13Author
Abadia, Ana Laura Silveira
Fernandes, Ana Julia Lemos
Campos, Beatriz
Castro, Bruna Vieira
Lacerda, Camila Marques
Santos, Scarleth Reis de Oliveira
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A autoimagem corresponde a um fenômeno psíquico que atua na construção da imagem do
indivíduo pelas interações com o mundo, nas suas relações afetivas e espaços socioculturais. A
percepção da própria imagem é decisiva para gerar mudanças de comportamento de forma que
a imagem corporal exerce influência na autoestima dos adolescentes. Os jovens são uma parte
da sociedade que se encontram em um estágio de vida relacionado à construção da identidade
e do caráter comportamental, sendo assim, altamente influenciáveis pelas interações sociais que
os rodeiam, sobretudo ao que que se relaciona com a estética. Nesse contexto, objetivou-se com
o presente estudo verificar a influência das redes sociais na saúde mental, autoestima e
autoimagem entre os universitários. Este é um estudo descritivo, observacional e transversal,
com análise de dados por aplicação de questionário sociodemográfico, Inventário de Beck de
Ansiedade (BAI), Questionário de Atitudes Socioculturais em Relação à Aparência (SATAQ-
4) e Body Shape Questionnaire (BSQ). O perfil sociodemográfico da amostra mostrou uma
maioria na faixa etária entre 18 a 24 anos e do sexo feminino. Com relação à saúde mental e o
padrão de uso das redes sociais, a maioria (49,1%) apresentou tempo médio de uso entre 2 a 5
horas por dia, sendo que, a maior parte se enquadra em ansiedade leve (56,9%), entretanto não
houve relação de significância entre tempo de uso e grau de ansiedade. Ao analisar a
insatisfação corporal, a maior porcentagem concentra-se no grau mínimo (83%), e a maior parte
com tempo de uso de internet entre 2 a 5 horas (49,8% da amostra), demonstrando assim uma
baixa relevância entre o tempo de uso e o nível de insatisfação pelo próprio corpo. No entanto,
houve uma relação significativa entre aqueles com mínima insatisfação corporal e sem
ansiedade (p<0,05). Por fim, ao analisar a autoimagem pelo SATAQ-4, observou-se que os
entrevistados que sofrem mais influência sociocultural sobre sua aparência apresentaram média
de score de 90±13, mas essa influência não causa relação estatisticamente significativa com
ansiedade. O estudo concluiu que o tempo de uso de redes sociais não afeta o aparecimento de
ansiedade em nenhum nível e nem no grau de satisfação corporal. Entretanto, o grau de
satisfação está relacionado com o grau de ansiedade na amostra. Quanto aos fatores
socioculturais, estes influenciam os jovens participantes da pesquisa com relação a sua
aparência, sem afetar o grau de ansiedade.