| dc.description.abstract | As infecções por parasitos intestinais constituem um grave problema de saúde
pública, principalmente em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento, com
deficiências de saneamento básico. O acesso à água tratada, à rede de esgoto, destino
adequado do lixo, boas condições de higiene são essenciais à saúde e dignidade das
pessoas. Entre os parasitos intestinais destacam-se os helmintos que necessitam de uma
passagem pelo solo para se tornarem infectantes, razão pela qual são chamados de geo helmintos, que em língua inglesa são identificados pela sigla STH (Soil Transmitted
Helminths). A sintomatologia por esses parasitos é variável, conforme a espécie de
helminto, carga parasitária ou condições de saúde do hospedeiro. De um modo geral,
podem causar diarreia, anorexia, má absorção de nutrientes, desnutrição, obstrução e ou
constipação intestinal, dor abdominal, flatulência, retardo de crescimento físico e
mental. Estes fatos estimularam a realização deste trabalho que teve como objetivo
avaliar o resultado de exame parasitológico de fezes, bem como as condições sanitárias
de uma população usuária do Sistema Único de Saúde de Anápolis-GO. Os resultados
demonstraram que 98,13% da população (379.699) são atendidas com abastecimento de
água tratada, 71,22% contam com serviço de esgotamento sanitário, 21,2% dispõem de
drenagem de águas pluviais. Foram analisadas 2.235 amostras fecais, no período de
janeiro de 2014 a dezembro de 2019 que foram submetidas aos métodos de
―sedimentação espontânea, ―Faust et al., 1934‖ e método de ―Baermann- Moraes, 1946‖
no Laboratório de Análises Clínicas do Curso de Farmácia/Universidade Evangélica de
Anápolis. Observou-se 17,55% (393/2235) de positividade entre helmintos e
protozoários em toda a população estudada. Todavia, houve apenas 0.26% positividade
(6/2235) para os helmintos intestinais. Entre estes, foram encontrados 0,089% (2/2235)
de infecção por Strongyloides stercoralis, dois casos de infecção por Hymenolepis nana
0,089% (2/2235) e 2 casos de infecção por Enterobius vermicularis. Entre os
protozoários, houve 2,06% (46/2235) de infecção por Giardia intestinalis; 7,4% (165/2235) por Entamoeba coli; 0,18% (4/2235) por Entamoeba histolytica/díspar e 7,6% (172/2235) de infecção por Endolimax nana. Estes resultados permitem inferir que as condições sanitárias ofertadas pelo sistema de saúde justifiquem a baixa
frequência de helmintos transmitidos pelo solo na cidade de Anápolis. | pt_BR |