| dc.description.abstract | A tomografia computadorizada de feixe cônico (TCFC) tem sido um importante
recurso no planejamento pré-cirúrgico de cirurgia de implantes, além de fornecer um
adequado reconhecimento das estruturas anatômicas adjacentes, apresenta característica
importantes que permitem a realização de medidas lineares, necessárias para o
planejamento do protocolo cirúrgico a ser utilizado. Sabidamente a qualidade e densidade
óssea são processos que influenciam no sucesso dos procedimentos da implantodontia,
mas trabalhos ainda apresentam controvérsias se a TCFC é um exame confiável para
realização de tais mensurações, e uma das principais limitações dos trabalhos, é a não
realização da avaliação da resolução da imagem. Esse trabalho tem como objetivo avaliar
a concordância entre a avaliação subjetiva da qualidade óssea e a obtida clinicamente em
sítios pré-implantares, levando-se em consideração a resolução da imagem. Para isso foi
realizado um estudo transversal retrospectivo utilizando os dados disponíveis no banco
de dados do Núcleo de Pesquisa em Prótese e Implante da FO/UFG, coletando as
informações sobre a classificação óssea encontrada durante a instalação dos implantes, o
torque de inserção final e os protocolos de realização das imagens, dividindo-as em dois
grupos: obtidas com resolução de voxel de 0,2mm3 e 0,150mm3
. Dois especialistas em
implantodontia com 5 anos de experiência foram convidados a realizar uma avaliação
subjetiva da qualidade e densidade óssea utilizando apenas as imagens de TCFC, valendo se da classificação de Lekholm & Zarb (1985). Os dados foram tabulados e analisados
por meio de estatística descritiva. A concordância entre a avaliação realizada através da
TCFC e o padrão de referência foi de 11,7% e 20% para avaliador 1 e 2 respectivamente,
a concordância interavaliador foi de 45% e intraobservador foi de 75% para avaliador 1
e 100% para avaliador 2. Não houve associação entre a qualidade da imagem e a
confiança na avaliação. Os valores foram considerados significantes caso p<0,05. | pt_BR |