| dc.description.abstract | Introdução: Atualmente a maior prevalência de trabalhadores em ambiente
universitário são do sexo feminino e estas estão sujeitas a vários fatores estressores
que contribuem para o surgimento de sintomas de depressão e obesidade.
Objetivo: Avaliar a aptidão física e qualidade de vida (QV) em mulheres com sintomas
de depressão, com e sem obesidade que trabalham em ambiente universitário.
Métodos: Dois estudos transversais foram realizados na UniEVANGÉLICA. O primeiro
desfecho utilizou sintomas de depressão como variável dependente e medidas
antropométricas circunferência de cintura (CC), cintura-quadril (RCQ), índice de massa
corporal (IMC), composição corporal e os domínios da QV como variáveis
independentes. No segundo estudo a variável de desfecho foi o IMC. A amostra foi
recrutada por conveniência (n= 103 mulheres), os sintomas de ansiedade depressão
foram avaliados pelo inventário de Beck, a QV pelo Questionário Short Form-36 (SF 36), o %G pelo teste de 7 dobras cutâneas e as medidas antropométricas aferidas
foram CC, CQ, IMC RCQ; a aptidão cardiorrespiratória (ACR) com o teste de shuttle
run e a carga horária de trabalho. A comparação entre grupos foi realizada pelo teste t student ou Mann-Whitney. A comparação entre três grupos foi através da análise de
variância (ANOVA) one-way e o teste Kruskal-wallis. O teste de Qui-quadrado verificou
a associação entre as variáveis categóricas. O valor considerado de p foi <0,05.
Resultados: No primeiro desfecho foram avaliadas mulheres com e sem sintomas de
depressão. Os grupos com sintomas de depressão apresentaram IMC (∆=1,93kg/m²,
p= 0,019) e RCQ (∆=0,03, p=0,030) superiores. Na comparação entre os pares, o
grupo com sintomas graves apresentou scores médios abaixo de 50% para todos os
domínios da QV, exceto para a capacidade funcional (∆=26,94, p=0,007). Todos os
domínios da QV foram inversamente relacionados aos escores do questionário de
sintomas de depressão. Quando o desfecho foi obesidade foram comparadas
mulheres com pré-obesidade/obesidade com eutróficas, o grupo de pré obesidade/obesidade apresentou CC (∆=14,4 cm, p=<0,001), RQC (∆=0,1, p=<0,001),
%G (∆=11,7%, p=<0,001) mais elevados. O VO2máx (∆=0,8 ml/kg/min, p=0,040) foi
menor e maiores scores de sintomas de ansiedade (∆=4,4, p=0,056) e depressão
(∆=4,7, p=0,016). O IMC apresentou relação direta com carga horária de trabalho
semanal (p=0,020) e diária (p=0,020).
Conclusão: No estudo, mulheres com sintomas de depressão possuem o IMC mais
elevado, RCQ acima do previsto, pior QV comparado àquelas sem depressão. Já no
segundo, as mulheres pré-obesas/obesas estão com a CC, RCQ, %G acima do
previsto, além disso, o VO2máx apresentou valores inferiores e maiores scores de
sintomas de ansiedade e depressão, e maiores jornadas de trabalho foram
encontradas em mulheres pré-obesas/obesas comparado às eutróficas. | pt_BR |