UNIDADE PRISIONAL PÚBLICA DE RUBIATABA: NECESSIDADE, OU NÃO, DE TORNÁ-LA PRIVADA?
Abstract
O objetivo desta monografia foi de averiguar se a implantação de uma gestão privada
realmente é necessária comparada a situação da Unidade Prisional de Rubiataba. Dessa forma,
determinou-se como problemática: a Unidade Prisional de Rubiataba é adequada para gestão
dos detentos e respeita as necessidades e condições disposta na legislação brasileira? Com
isso, este estudo realizou uma revisão de literatura qualitativa com método dedutivo. Foram
coletados estudos entre 2010 a 2021 através da base de dados do Google Acadêmico para o
desenvolvimento da revisão da temática. Também foi realizado a pesquisa de campo por meio
de entrevista com o diretor da Unidade Prisional de Rubiataba, Ricardo Henrique Mendes
Borges. Foi constatado que a gestão prisional passa por problemas de superlotação na maioria
dos presídios nacionais, com mais de 200 mil vagas de déficit. Neste meio público, a gestão
privada vem com a velocidade para solucionar problemas que demoravam muito tempo na
gestão público devido a questões licitatórias. Porém, a gestão pública ainda é aplicada em
apenas 2% do total de unidades prisionais no país. Considerando como motivadores para a
privatização a necessidade de solucionar os problemas de superlotação e de impactos nos
requisitos mínimos de saúde, ressocialização e questões sociais ou jurídicas, a Unidade
Prisional de Rubiataba se mostrou extremamente eficaz no cuidado ao apenado, com diversas
estratégias de gestão eficazes, permitindo manter o detento ocupado e com muitos projetos
para se ressocializar, inclusive em questões religiosas. Por mais que ele apresenta 100% da
capacidade alcançada atualmente, se mostra como eficiente e não tem necessidade de uma
privatização na atual gestão do diretor Ricardo.