| dc.description.abstract | A violência sexual pode ser caracterizada como toda ação na qual uma pessoa, numa relação
de poder, por meio de força física, coerção, sedução ou intimação psicológica, obriga a outra
pessoa a praticar ou submeter-se a relação sexual ou a situações que possam ferir a integridade
física e/ou moral da vítima. Diante disso, o presente estudo teve por objetivo determinar o perfil
epidemiológico de vítimas que sofreram violência sexual, descritos no Sistema de Informação
de Notificação e Agravos - SINAN em Anápolis – GO entre os anos 2017 e 2020. Trata-se de
um estudo ecológico, descritivo de abordagem quantitativa que tomou como fonte de
informação os casos de violência sexual contra mulheres, crianças e adolescentes, de ambos os
sexos vinculados no Departamento de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de
Saúde de Anápolis/GO. Foram notificados 850 casos, predominando vítimas do sexo feminino
(82,1%), entre a faixa etária de 2 a 10 anos (42,2%), de cor parda (61,2%), com escolaridade
de ensino fundamental incompleto/completo (33,5%), solteira (37,1%), sendo que a conduta
mais realizada após violência sexual, foi a coleta de sangue (20%); os principais agressores
foram os pais (20,9%), o local da agressão que mais houve vítimas foi na residência (75,2%),
o tipo de violência sexual principal foi estupro (68,7%) e as vítimas foram encaminhadas,
principalmente, para o Conselho Tutelar (48,2%). As vítimas eram mulheres, crianças,
adolescentes, pardas, solteiras, com escolaridade ensino fundamental incompleto/completo e
foram agredidas, principalmente, pelos pais.
Palavras-chave: | pt_BR |