A automedicação para o alívio dos sintomas gastrointestinais dos alunos no curso de medicina da UniEVANGÉLICA
Date
2022-11-21Author
Mendanha, Vinícius Coutinho
Pereira, Gabriel de Oliveira
França, Hiago Vinícius de
Santos Junior, Emivaldo Peixoto dos
Coura, Lucas Bacani de Moraes
Metadata
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A automedicação é conceituada como a utilização de medicamentos por conta própria ou por
indicação de pessoas não habilitadas, sem a avaliação de um profissional de saúde. Esta é uma
prática muito comum, mas é necessário que se compreenda os riscos inerentes, tais como
intoxicações, reações de hipersensibilidade, interações medicamentosas, além de, muitas vezes,
encobrir uma doença de base, possibilitando sua progressão. Objetivou-se neste estudo
identificar os aspectos da automedicação gastrointestinal entre os estudantes de medicina da
UniEVANGÉLICA, buscando avaliar a sua incidência neste grupo, diferenciando-a por sexo,
idade e período que o aluno está cursando, bem como identificou-se os medicamentos mais
utilizados. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e quantitativo. Os dados foram
coletados através de um questionário composto por questões objetivas que abordem as variáveis
mais impactantes em relação a automedicação para alivio de sintomas gastrointestinais. O
questionário foi aplicado no ano de 2022 entre os alunos do curso de medicina da
UniEVANGÉLICA, abrangendo os estudantes do primeiro ao oitavo período e foi respondido
de modo individual e voluntário. Foram aplicados questionários em 173 participantes, no qual
72,8% eram mulheres e a média de idade foi de 21,5 anos. Dentre os sintomáticos 78,6%
apresentaram queimação. Dentre os medicamentos, 71,1%. utilizou antiácidos. Em 62,9% o
conhecimento adquirido na formação influenciou o momento de procura ao médico e 66,5% se
automedicaram para sintomas gastrintestinais. Observou-se predomínio do sexo feminino, em
que 77,5% das mulheres automedicam, enquanto 62,3% dos homens realizam tal prática.
Percentualmente, o 8° período se automedica mais (80%). 53,4% dos entrevistados negaram
que seu conhecimento adquirido tem ligação com a automedicação, sendo que no 8° período
75% responderam que há influência. 53,6% alegaram que os conhecimentos adquiridos
influenciaram na escolha do medicamento para se automedicar. Os sintomas mais prevalentes
foram queimação, refluxo e dor epigástrica. Um número considerável se automedicou com
prescrição médica prévia. Os medicamentos mais utilizados foram os antiácidos seguidos pelos
IBP’s. Ficou evidente que o conhecimento adquirido ao longo do curso tem relevância em
fatores que não necessariamente relacionam-se com o ato de se automedicar, tais como no
medicamento a ser utilizado e qual o momento da procura do profissional médico. Dessa forma,
ressalta-se a necessidade de aprofundamento nessa problemática, assim como maior promoção
de conhecimento sobre automedicação aos acadêmicos a fim de que haja entendimento sobre
os riscos inerentes dessa prática.