Análise microbiológica de tintas utilizadas em estúdios de tatuagem em um município de Goiás
Date
2022-11-21Author
Silva, Laíza Elena Santos
Sintra, Heitor Carvalho
Dantas, Daniela Alves
Lacerda, Ana Júlia Marcílio
Filardi, Letícia Guerra
Vieira Neto, Edson Veloso
Metadata
Show full item recordAbstract
A tatuagem é um ato de expressão corporal e comunicação social, tendo grande popularidade
nos dias de hoje por servir como subjetivação do indivíduo. Por se tratar de um procedimento
invasivo, que rompe a barreira epitelial, ela atua como potencial fonte de infecção e
contaminação, sendo a tinta uma das protagonistas para que isso ocorra. Dessa forma, o
objetivo deste trabalho é realizar avaliação microbiológica de tintas utilizadas em estúdios de
tatuagem em uma cidade do interior do Estado de Goiás. Trata-se de um estudo observacional,
do tipo descritivo, quantitativo, com uma amostra composta por dez estúdios, dentre os quais
apenas sete fizeram doação de material para análise. Todos os participantes responderam um
questionário com vinte questões objetivas sobre os procedimentos realizados nos estúdios
sendo constatadas irregularidades como a utilização incompleta de equipamentos de proteção
individual (EPIs), armazenamento inadequado de itens e reutilização de materiais que
deveriam ser descartados. Foram semeados 5 ml de tinta pura e 5 ml com diluente em meio
seletivo tipo ágar manitol e ágar MacConkey. Houve crescimento bacteriano em ambos os
meios, quantificados acima de 25x104 UFC/mL em cinco amostras e 0,3x104 UFC/mL em
apenas uma amostra, em três dos sete estúdios analisados, o que confirmou contaminação das
tintas por bactérias Gram-positivas e Gram-negativas. A falta de fiscalização, o uso
inadequado dos EPIs, falhas em protocolos de higiene, reaproveitamento de materiais que
deveriam ser descartados e o uso inapropriado dos diluentes são fatores que podem estar
relacionados a essa contaminação. Ressalta-se a necessidade de mais estudos dessa natureza,
em função da crescente demanda por este tipo de arte e pelos riscos intrínsecos a ela e maior
fiscalização e orientação dos profissionais para que os mesmos sigam estritamente os
protocolos de higiene.