A percepção de inclusão por estudantes com o transtorno do espectro autista no ensino superior
Date
2022-11-21Author
Silva Neto, José Antônio da
Machado, Ana Carolina de Holanda
Nascimento, Deborah Gerrane Damásio
Alves, Mariana Ribeiro Rodrigues
Ramos, Vitória Daiany Guimarães
Metadata
Show full item recordAbstract
O Transtorno do espectro autista (TEA) é caracterizado como um transtorno do
neurodesenvolvimento que afeta a comunicação, a socialização, além da detenção de padrões
de comportamento e interesses restritos e/ou específicos. Durante toda a fase estudantil do
autista, a grande maioria se depara com adversidades que prejudicam a adesão e continuidade
do estudo. No ambiente universitário essa realidade não é diferente, são encontrados vários
desafios para alunos com TEA se adaptarem a nova realidade e, devido a isso, é muito
importante um conjunto de ações e serviços destinados a eles, a fim de que haja inclusão desses
alunos no ensino superior. Diante disso o objetivo dessa pesquisa é identificar a ocorrência de
medidas de inclusão acadêmica para os estudantes com TEA na Universidade Evangélica de
Goiás – UniEVANGÉLICA. O estudo em questão é qualitativo. O local de realização foi na
Universidade Evangélica de Goiás – UniEVANGÉLICA. A população foi quatro estudantes
autistas maiores de 18 anos no curso de medicina. A coleta da pesquisa de campo contou com
uma entrevista com perguntas sobre inclusão e adaptação do ambiente universitário conforme
as necessidades especiais de alunos autistas. Desse modo, os resultados colhidos trouxeram a
percepção desses alunos de que a sensação de inclusão é bem baixa. Os desafios acadêmicos e
sociais relatados pelos entrevistados são, muitas vezes, derivados das questões relacionadas ao
TEA, como: participação em atividades de metodologia ativa; falar em grupo; dificuldade de
se relacionar com os outros alunos; salas lotadas com muitos estímulos sensoriais e auditivos;
e mudanças de rotinas e cronogramas. Diante disso, com base na análise dos resultados e na
experiência de construção da pesquisa foi possível observar que houve algumas medidas de
inclusão, porém nem todas foram efetivas ou ocorreram de maneira ideal.