SAÚDE CARDIOVASCULAR, APTIDÃO CARDIORRESPIRATÓRIA E QUALIDADE DE VIDA EM TRABALHADORES UNIVERSITÁRIOS
Abstract
RESUMO
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCVs) são as principais causas de
morte no mundo e, manter uma boa saúde cardiovascular (SCV) pode prevenir
o desenvolvimento dessas doenças entre os trabalhadores universitários.
Objetivo: Relacionar a SCV, aptidão cardiorrespiratória (ACR), medidas
antropométricas, resposta inflamatória e qualidade vida (QV) de trabalhadores
universitários.
Métodos: Foram construídos dos estudos transversais e realizados em uma
instituição de ensino superior. A amostra foi recrutada por conveniência (50
homens e 71 mulheres). A SCV foi avaliada por sete métricas (consumo
alimentar, nível de atividade física, tabagismo, colesterol total, glicemia, pressão
arterial sistêmica e índice de massa corporal), a QV foi pelo instrumento Short
Form-36 e a ACR pelo o shuttle run teste. Os outros parâmetros avaliados foram
a circunferência de cintura, relação cintura-quadril, HDL-c, LDL-c, triglicerídeos,
consumo máximo de oxigeno, carga horária de trabalho.
Resultados: No estudo um, 25% dos colaboradores estavam com SCV pobre.
O grupo com SCV ideal obteve valores inferiores para CC (p<0,001), RCQ
(p<0,001) e maiores para VO2máx (p=0,041). O escore do componente físico foi
superior no grupo com SCV intermediária (p= 0,036) e ideal (p= 0,002). A carga
horária de trabalho diário foi maior no grupo com SCV pobre (p=0,05). O escore
de SCV foi diretamente relacionado ao VO2máx (p=0,001) e componente físico
(p= 0,020), e inversa para a CC (p< 0,001), RCQ (p< 0,001), LDL (p< 0,001) e
triglicerídeos (p< 0,001). No estudo dois, as colaboradoras ativas apresentaram
valores inferiores para RCQ (p= 0,001), PAD (p <0,001), sendo superiores os
resultados do consumo máximo de oxigênio (VO2máx) (p <0,001), escore de SCV
(p <0,001), capacidade funcional (p= 0,004) e saúde geral (p= 0,009). Houve
uma relação direta com o escore de SCV (p= 0,018), VO2máx (p= 0,012), enquanto
foi inversa para carga horária de trabalho (p=0,013).
Conclusão: No primeiro estudo, sugere-se a manutenção da SCV ideal e os
fatores de risco avaliados (CC, RCQ, HDL-c, LDL-c e triglicerídeos) e ACR
podem previr DCVs. A carga horária de trabalho melhor distribuída,
implementação de práticas educacionais e de estímulo à prática de exercício
físico, consumo alimentar adequado e outros hábitos de vida podem auxiliar na
melhora da SCV e componente físico da QV. Já no segundo, o nível de atividade
física contribui para valores inferiores dos fatores de riscos para DCVs (RCQ e
PAD) e superiores de VO2máx, escores de SCV e qualidade de vida em mulheres
ativas.