Avaliação de resíduos sólidos de saúde produzidos em farmácias com manipulação em uma cidade do Centro Norte Goiano.
Abstract
O aumento da atividade econômica humana no século XX inicia-se com a
degradação ambiental, ancorada na apropriação e utilização insustentável de recursos
naturais para a produção de bens de consumo. Trata-se de um modelo produtivo da
sociedade industrial, numa visão antropocêntrica e utilitarista, no sentido do Homem
Unidimensional (AMORIM, 2015).
O advento da Lei nº 12.305/2010 tornou-se um marco histórico na gestão de
resíduos sólidos no Brasil ao instituir a Política Nacional de Resíduos Sólidos e superar
aspectos de caráter subjetivo na discussão do tema, normatizando-o. Quando se pensava
na questão dos resíduos no Brasil, a responsabilidade dos atores envolvidos era um tema
complexo e de difícil definição dos papéis legais anterior a referida lei. Agora o poder
público, o setor empresarial e a coletividade são oficialmente responsáveis por toda a
cadeia de resíduos e suas consequências, numa relação que não se extingue com a
terceirização ou a atribuição de etapas a terceiros, exceto no caso do gerador doméstico
(PEREIRA; PEREIRA, 2011).