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    Mapeando os sentidos: a história do rio vermelho contada pelos ribeirinhos de Crixás-GO.

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    005- France de Aquino.pdf (2.172Mb)
    Date
    2018-11-26
    Author
    Ribeiro, France
    Metadata
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    Abstract
    A história da cidade de Crixás-GO desde seu nascimento caminha em paralelo com a atividade da mineração, a partir das expedições dos bandeirantes até os dias atuais a cidade apresenta como uma das bases econômicas principais, a extração de ouro, neste panorama se encontra o Rio Vermelho, este curso d’água corta a cidade de um lado ao outro e sempre fez parte da história do povo crixaense. Por anos este povo utilizou de suas águas de diferentes formas: beber, lavar roupa, pescar, banhar, o rio era um ponto de encontro e socialização para a população desta cidade. Em 1990 ocorre o despejo de desejos da mineradora neste rio, impossibilitando sua utilização a partir desde episódio, assim estas águas que antes eram utilizadas, ficam proibidas para os ribeirinhos desta cidade. O objetivo deste trabalho é analisar a percepção ambiental da comunidade ribeirinha da cidade de Crixás, no Estado de Goiás, relacionada ao uso do Rio Vermelho, procurando através disto despertar o desejo do povo crixaense de recuperar seu rio. Para tal, a metodologia utilizada foi a confecção de mapas mentais pelos ribeirinhos, parametrizado através dos cinco sentidos humanos (visão, paladar, audição, olfato e tato), apresentando como conceitos para guiar a pesquisa, o estudo da fenomenologia, pautada na percepção ambiental e no estudo do lugar. Na confecção dos mapas é possível perceber que para os ribeirinhos as águas do Rio Vermelho vêm carregando também sentimentos... afetos... emoções... e saudades de um tempo passado, o rio construiu com estes, vínculos de lar, lugar onde o povo foi capaz de construir uma identidade, todos os pesquisados se ressentem da perca da utilização deste rio.
    URI
    http://repositorio.aee.edu.br/jspui/handle/aee/1962
    Collections
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