Espaço Urbano e Meio Ambiente: Percepção ambiental dos moradores das margens da nascente do córrego João Cesário da cidade de Anápolis, Goiás.
Abstract
Nas últimas décadas os problemas ambientais ganharam a discussão devido suas implicações na vida e
no cotidiano da sociedade, e junto a isso, diversos estudos passaram a abordar a percepção ambiental
com a finalidade de compreender de que maneira o ser humano vê o meio ambiente que o cerca.
Dentro dessa premissa, os recursos naturais e o meio ambiente inserido dentro de centros urbanos são
aqueles mais prejudicados, onde a ação antrópica na maioria das vezes acaba por destruí-los. Logo, o
estudo aqui apresentado tem como objetivo verificar a percepção ambiental dos moradores do setor de
nascentes da microbacia do córrego João Cesário, na cidade de Anápolis, Goiás, bem como identificar
os impactos antrópicos presentes nessa região. Para atingir o objetivo proposto foi utilizada uma
abordagem quantitativa e qualitativa, onde foi entrevistado um grupo de 50 moradores da microbacia
da região de nascente do córrego João Cesário. Os moradores responderam um questionário com
questões abordando suas percepções a cerca do meio ambiente em que vivem, se existem degradações
ambientais na microbacia e se esses problemas os afetam de alguma maneira. Adicionalmente foram
feitos registros fotográficos de alguns trechos do córrego com um intervalo de sete meses, incialmente
em agosto de 2014 e por último em março de 2015, com a finalidade de comparar a evolução dos
problemas ambientais encontrados. De maneira geral, os resultados demonstraram que a população
estudada tem noção de que existem problemas ambientais na área em questão, e que em alguns casos
essas degradações e esses problemas os afetam, como a presença de alagamentos, erosões e constantes
pragas (ratos e baratas), principalmente na época de chuva. Sobre a percepção, os resultados
mostraram o que a literatura vem levantando, que a mesma é individual e única, mas pode ser similar
em grupos que convivem em uma mesma área, isso foi observado nos resultados quando 100% dos
moradores qualificaram a região da microbacia como “bom” para morar, e apenas 10% desses
moradores responderam que deixariam o local devido problemas ambientais existentes.