DIAGNÓSTICO DA POLÍTICA NACIONAL DE EDUCAÇÃO PERMANENTE EM SAÚDE.
Abstract
Educação Permanente ‘é aprendizagem no trabalho, onde o aprender e o ensinar se
incorporam ao cotidiano das organizações’. Desta forma, esta dissertação apresenta como
grande eixo temático a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS),
aqui tratado a partir das mediações históricas entre Trabalho-Educação-Saúde-Ambiente.
Este estudo teve como objetivo geral a análise da trajetória histórico-política da PNEPS no
Brasil, considerando a sua direção em meios a espaços produtores de inter-relações sociais
e ambientais. Do ponto de vista histórico, trata-se de uma pesquisa descritiva; do ponto de
vista dos procedimentos técnicos, é bibliográfica e documental, com abordagem de natureza
qualitativa. As categorias de análise foram: os marcos legais e históricos-políticos que
antecederam a institucionalização e implementação das políticas de educação profissional
em saúde no Brasil; as correntes pedagógicas, as escolas técnicas de saúde, a integração
ensino-serviço, e mais recentemente a PNEPS; sua trajetória nos últimos 10 anos, como
uma retrospectiva da evolução e das reformas curriculares; as interfaces interdisciplinares
entre ambiente-sociedade-educação-saúde; e a PNEPS enquanto campo de saberes
pedagógicos e práticas sociais/coletivas em construção no Brasil. Esta pesquisa permite
concluir que a PNEPS é positiva, suas propostas verticais com base em discussões
participativas possibilitam a elaboração coletiva de estratégias que se destinam a intervir
sobre a formação e desenvolvimento profissional dos trabalhadores em saúde. Contudo, são
necessárias políticas que fortaleçam a organização da educação permanente em saúde em
estudo minucioso, sobretudo em relação aos investimentos nas articulações entre as
diversas esferas (federal, estadual/distrital e municipal), fortalecendo o planejamento
coletivo e as abordagens interdisciplinares, possibilitando maior eficiência dentro dos
serviços de saúde.