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    Avaliação de resíduos sólidos de saúde produzidos em farmácias com manipulação em uma cidade no centro norte goiano.

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    Luciano Ribeiro.pdf (431.8Kb)
    Date
    2018-12-12
    Author
    Silva, Luciano
    Metadata
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    Abstract
    Os resíduos fazem parte da natureza, mas com o avanço industrial e o aumento da demanda de medicamentos houve um crescente aumento de resíduos sólidos gerados pelos serviços de saúde. Nesse contexto encontram-se os resíduos gerados em Farmácias com manipulação. Através deste trabalho foram avaliadas a natureza dos insumos utilizados, a quantificação e classificação dos resíduos gerados em quatro Farmácias com Manipulação em uma cidade no Centro Norte Goiano, durante o período de maio a outubro de 2017. Quanto à natureza (RDC nª 67/2007) dos insumos utilizados verificou-se que todas as Farmácias trabalham com manipulação de medicamentos a partir de insumos/matérias-primas, inclusive de origem vegetal (Grupo I). Três Farmácias trabalham com manipulação de substâncias de baixo índice terapêutico (Grupo II). Três Farmácias trabalham com manipulação de antibióticos, hormônios, citostáticos (Grupo IIIa). Todas trabalham com manipulação de substâncias sujeitas a controle especial (Grupo IIIb). Apenas duas Farmácias trabalham com aplicação de injetáveis (Grupo VIb). No que diz respeito à quantificação dos insumos gerados quatro estabelecimentos produziram 97,03% (Grupo I) do total de resíduos no período. Três estabelecimentos produziram 1,80% (Grupo IIIa) e quatro estabelecimentos produziram 1,17% (Grupo IIIb). Quanto ao risco, as quatro Farmácias produziram resíduos dos Grupos B, D e E. Para os resíduos do Grupo B, nenhum estabelecimento empregava o símbolo “resíduos químicos” e esses eram transportados até as prateleiras do almoxarifado, não sendo armazenados em sacos plásticos, nem acondicionados em coletores com tampa fechada. Quanto ao armazenamento temporário, resíduos do Grupo E eram armazenados no armário abaixo da pia na sala de injetáveis das duas Farmácias que trabalham com injetáveis. Todos os estabelecimentos possuíam contratos com empresas que realizam serviços de incineração dos resíduos B e E, conforme preconizado pela legislação pertinente. Entre os danos causados ao meio ambiente por substâncias do grupo B, destaca-se a contaminação do ambiente aquático por hormônios que pode desencadear a feminização dos peixes, e os antibióticos à resistência bacteriana. Acredita-se que a quantidade de resíduos produzidos, bem como os procedimentos de incineração observados no presente trabalho, resultam em menores danos ao meio ambiente e à saúde humana. Destaca-se, contudo, falhas na utilização do PGRSS nos estabelecimentos estudados.
    URI
    http://repositorio.aee.edu.br/jspui/handle/aee/1916
    Collections
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