O preconceito sofrido pela mulher como profissional médica no estado de Goiás
Date
2022-06-20Author
Fagundes, Thaís Alonso
Simonini, Natália Diniz
Bizinoto, Isabela Tavares
Freitas, Lara Costa Curado
Martins, João Victor Lopes
Metadata
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O presente estudo tem por objetivo descrever os principais desafios e preconceitos da mulher
na medicina no Estado de Goiás. Trata-se de um estudo transversal, descritivo e de abordagem
quantitativa. A população amostral foi constituída 102 profissionais médicas atuantes no estado
de Goiás. Os dados foram coletados a partir de um questionário adaptado composto por 23
questões abertas e fechadas, aplicado online por meio da plataforma Google Forms e teve seu
link divulgado por meio de mídias sociais. A maioria das participantes está na faixa etária de
20 a 29 anos (44,1%), são de cor branca (62,7%) e atuantes em ambas as instituições, pública e
privada (53,9%). Grande parte das entrevistadas relatou sua satisfação no trabalho como
“ótimo” (40,2%), não acredita que seu gênero atrapalha sua função no trabalho (85,3%) e nem
vivenciou algum episódio que corroborasse com isso (76,5%), apesar de já terem sua
competência questionada por ser mulher (57,8%). O principal tipo de abuso relatado foi o
psicológico (25,5%), seguido pelo verbal (24,4%), e o agente agressor predominante foi o
paciente (66,7%). Por fim, a maior parte das médicas já sofreu algum tipo de abuso durante sua
atuação (55,9%), acredita na discrepância de gênero dentro da profissão (84,3%) e já sofreu
algum tipo de preconceito durante sua formação acadêmica (57,8%). A mulher sofre
preconceito como profissional médica em Goiás. Tal fato, muitas vezes se manifesta na forma
de abusos e não afeta diretamente na satisfação em relação a sua profissão, mesmo que sua
competência por pertencer ao gênero feminino já tenha sido questionada. Dessa forma, o
trabalho se faz relevante por evidenciar esse tema tão vivenciado no cotidiano dessas médicas,
e ainda assim pouco evidenciado em publicações acadêmicas.