| dc.description.abstract | A infecção pelo Coronavírus iniciou na China em dezembro de 2019 e se tornou rapidamente
uma pandemia. Houve a necessidade de isolamento social em decorrência da alta
transmissibilidade do vírus, afetando o ensino médico e trazendo consequências devastadoras
ao psicológico tanto dos discentes como dos docentes. O objetivo deste trabalho é identificar
quais são os efeitos psicológicos causados pela pandemia da COVID-19 nos estudantes de
medicina. Trata-se de um estudo analítico, sendo o local de realização da pesquisa na
Universidade Evangélica de Goiás - UniEvangélica, incluindo os alunos do ciclo básico e do
ciclo clínico que passaram o momento da pandemia da COVID-19 cursando medicina por
método online. Os resultados obtidos foram que 52,6% dos estudantes pesquisados não
apresentaram sofrimento mental, porém alguns sinais de alerta foram encontrados como
“ideia de acabar com a vida” (n: 164, 93,7%), “sentimento de inutilidade” (n= 149 85,1%),
“falta de apetite” (n= 136, 77,7%) e “tremores nas mãos” (n= 136, 77,7%). Entre os que
pontuaram ≥ 7 no questionário SRQ20, o ciclo básico apresentou maior quantidade
identificada n= 65,1%. A presença de comorbidades não foi um fator que influenciou na
saúde mental dos estudantes com 160 pessoas relatando não possuir comorbidades, sendo 79
pontuando ≥ 7. Já o estresse no período de aulas online foi um dado relevante sendo
apresentado como positivo em 81,9 % dos classificados como sofrimento mental. Conclui-se
que apesar da maioria não ter sido classificada com sofrimento mental, alguns transtornos
psicológicos foram prevalentes como ansiedade e estresse. Ademais, problemas com internet
ocorridos nos métodos de ensino online não foram relevantes no desenvolvimento de
sofrimento mental, no entanto, a alta quantidade de matéria, dificuldade de rotina e estresse
diminuíram o desempenho acadêmico dos pesquisados gerando frustração. | pt_BR |