Associação entre as categorias de risco da avaliação geriátrica compacta de 10 minutos (AGC-10) e o perfil clínico e sociodemográfico dos pacientes do hospital dia do idoso de Anápolis – Goiás
Date
2022-06-20Author
Mesquita, Aline Otoni
Andrade, Daiana Marina
Magalhães, Isadora Borges
Santos Neto, José Mateus dos
Tavares, Ridania Vieira
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O aumento do número de idosos traz como consequência a alta prevalência de doenças crônicas não transmissíveis e maior risco de multimorbidades, com o declínio das capacidades funcionais e maior mortalidade, gerando um aumento da procura pelos serviços de saúde. Assim,
em locais de alto fluxo a Avaliação Geriátrica Compacta (AGC-10) é um instrumento de fácil
aplicação que possibilita o rastreio de síndromes geriátricas, de forma rápida e direcionada.
Objetiva-se identificar a existência de associação entre as categorias da AGC-10 e o perfil
sociodemográfico e clínico dos pacientes do HDI de Anápolis – Goiás. Trata-se de um estudo
primário, observacional, de prevalência, descritivo e quantitativo. O estudo contou com 298
idosos de ambos os sexos. Os dados relacionados ao perfil sociodemográfico, índice de comorbidades de Charlson ajustado a idade (ICCI), AGC-10 e a especialidade de assistência
médica foram coletados e analisados estatisticamente pelo software Statistical Package for the
Social Sciences v26.0 e submetidos ao teste qui-quadrado e correlação de Spearman. A maioria dos participantes tinha entre 70 e 79 anos (45,3%), era do sexo feminino (69,1%), casados
(39,3%), brancos (46,6%), com escolaridade de 4 a 7 anos (34,9%) e aposentados (81,2%).
Grande parte da amostra foi classificada como de baixo risco para ocorrência de desfechos
adversos. Houve relação significativa entre a idade (p=0,009), o estado civil (p=0,047), a
assistência médica (p<0,001), a situação profissional (p=0,009) e o ICCI (r=0,356, p<0,001)
com a AGC-10. Dessa forma, participantes que tiveram maior risco no índice AGC-10, tiveram maior pontuação do ICCI. O presente estudo reforça a importância da AGC-10 na avaliação geriátrica, sendo uma ferramenta capaz de distinguir, de forma objetiva e rápida, os pacientes vulneráveis de alto risco que precisam de acompanhamento especializado, embora seja de validação recente e por consequência pouco aplicada na prática clínica.