Análise de casos de Infarto Agudo do Miocárdio (IAM) no período da pandemia da COVID-19 no Brasil
Date
2022-06-20Author
Reis, Bianca Mendonça
Carraro, Bruno
Assis, Caroline Borges de
Bazi, Gabriela El
Pereira, Millena Batistela
Álvares, Ravy Soares
Metadata
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A pandemia do novo coronavírus foi responsável por mais de 5 milhões de mortes em todo o
mundo, desde o seu início em 2020. Nesse período, os sistemas de saúde depararam-se com
desafios frente às adaptações necessárias, afim de se adequarem ao modelo de atendimento
seguro tanto para pacientes contaminados com a COVID-19 quanto para vítimas de causas
recorrentes, como infarto agudo do miocárdio (IAM). O IAM é a manifestação mais dramática
da doença arterial coronária e é considerada a principal causa de morte nos países
desenvolvidos. Durante a pandemia, outros países demonstraram queda no número de
hospitalizações por IAM e por doenças cardiovasculares em geral, enquanto outros
demonstraram aumento no número de óbitos por IAM. O objetivo deste trabalho é identificar e
descrever a incidência de IAM, e os óbitos relacionados, no Brasil, no período da pandemia
pelo novo coronavírus, comparando do período de janeiro de 2017 até dezembro de 2020. Este
é um estudo transversal, retrospectivo. Os dados foram coletados por meio do Departamento de
Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS) e selecionados aqueles referentes às duas
revisões da Classificação Estatística Internacional de Doenças de Problemas Relacionados à
Saúde (CID): a nona (CID-9) e a décima (CID-10), conforme as regiões geográficas. No ano
de 2020 houve redução de 6.118 óbitos por IAM em relação ao ano de 2019, representando
redução percentual de 6,3%. A faixa etária que apresentou mudança mais expressiva foi a de
80 anos ou mais, principalmente no sexo feminino, na qual houve redução de 7,8% dos casos
notificados em relação a 2019. Além disso, em números absolutos, as internações de IAM no
sexo masculino supera a do sexo feminino em 56,9% durante os anos de 2017 a 2020. Ainda
segundo dados geográficos, houve redução na incidência do IAM no período da pandemia em
todas as regiões, com exceção do Centro-Oeste e do Sul onde houve aumento de 2019 para
2020.